Mato Grosso do
Sul é o primeiro do País em mecanização na colheita da cana-de-açúcar. O
patamar no Estado chega a 94% de corte com o uso de máquinas, de acordo com
informações apresentadas pelo presidente da Associação dos Produtores de
Bioenergia (Biosul), Roberto Hollanda, em palestra no Showtec, em Maracaju.
Segundo a entidade, o processo de eliminação da colheita manual da cana está
muito acelerado em Mato Grosso do Sul. A legislação estadual [lei 3.404/2007]
que estipula a redução gradual da prática até 2016, previa que em 2012 pelo
menos 50,2% de toda a cana produzida em Mato Grosso do Sul fosse colhida crua,
mas o percentual colhido no ciclo 2012/2013 está bem acima desse índice.
De acordo com Hollanda, a mecanização da cultura é um dos indicadores do
crescimento sustentável do setor em Mato Grosso do Sul. Em um período de oito
anos, entre as safras 2004/2005 e 2012/2013, a produção de cana cresceu 282% no
Estado, passando de 9,7 milhões de toneladas para 37,1 milhões de toneladas.
Com esse volume de produção, ele explica que o Estado mantém a posição de
quinto maior produtor nacional de cana, atrás de São Paulo (com 330 milhões de
toneladas), Minas Gerais (com 52 milhões de toneladas), Goiás (com 53 milhões
de toneladas) e Paraná (com 40 milhões de toneladas).
O presidente da Biosul projeta, entretanto, que no prazo de três a quatro
safras Mato Grosso do Sul estará disputando a vice-liderança no ranking
nacional com os três estados que estão atualmente a sua frente.
Das novas áreas incorporadas, conforme informações da Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab), 87% eram de pastagens degradadas. Atualmente, conforme ele,
o Estado tem cultivado com cana 648 mil hectares, o que representa somente 3%
da área ocupada pelo agronegócio.
A importância do setor para a economia do Estado pode ser mensurada, conforme
Hollanda, pelos empregos que gera e remuneração que oferece. Ele cita que a
atividade emprega 30 mil pessoas diretamente e 90 mil indiretamente e que tem o
maior salário médio da agricultura (R$ 1.118), o terceiro, na média, da
indústria (R$ 1.753) e o terceiro também em massa salarial (R$ 514,2 milhões).
Agrodebate
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