Mesmo
considerando que houve problemas em determinados produtos, ele definiu 2012
como um ano excepcional para o agronegócio do Brasil, em especial no que se
refere a grãos.
‘Se nós não tivermos nenhum problema climático,
teremos uma bela safra, com crescimento na área de soja e de arroz. Esses dois
produtos são os que mais vão crescer.’ Ele estimou que, em contrapartida,
haverá redução da área plantada de algodão, cujos preços foram menores no ano
passado. Segundo Alvarenga,nas regiões mais novas de produção no País,
localizadas no estado do Mato Grosso e na região oeste da Bahia, ‘os produtores
vão ganhar muito dinheiro’.
Alvarenga
acentuou que o agronegócio, ‘ganhando dinheiro’, movimenta toda a economia:’Compram-se mais insumos, mais máquinas. Ou seja, movimenta toda a cadeia de
produção’.
O produtor disse que a situação de alguns produtos
que apresentaram problemas em 2012 não deve mudar.
Como exemplo ele citou a laranja, que teve reduzida
a importação pelos Estados Unidos. Por isso, embora a safra brasileira tenha
sido grande, não foi totalmente absorvida. Alguns produtores que já tinham
contratos assinados saíram incólumes do episódio e receberam o dinheiro previsto;
outros tiveram prejuízo. Em 2013, o cenário deve seguir desfavorável.
No caso da cana, que vem enfrentando problemas
climáticos há alguns anos, a safra de 2012 não foi boa e o cenário futuro não
muda. ‘Como ela [cana] é atrelada ao preço do etanol e como o governo está
congelando o preço da gasolina no limite atual, ele prejudica toda a cadeia e
acaba atrapalhando o programa do etanol, cujo preço é atrelado aos preços dos combustíveis.
‘ O presidente da SNA acredita, contudo, que 2013 poderá ser um ano melhor para
a cana brasileira.
Devido à quebra da safra de soja americana, os
preços da soja e do milho estão bastante elevados no mundo, o que, segundo
Alvarenga, favorece o Brasil.
Segundo ele, ainda vai levar algum tempo para que
os estoques americanos possam efetivamente se recompor.
DCI
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