Código Florestal pode ser medida para combater mudanças climáticas

por admin_ideale

Com
poucos avanços estabelecidos pelos tratados internacionais sobre a redução de
gases de efeito estufa e a dificuldade de se chegar a um acordo global, um
estudo indica que os países estão criando suas próprias leis para combater as
mudanças climáticas. Entre os exemplos, a pesquisa – feita pelo Grantham Institute,
da London School of Economics (LSE), e pela ONG Globe International – destaca a
aprovação do novo Código Florestal Brasileiro.

O
estudo avaliou 33 países e identificou progressos significativos na criação de
leis nacionais de combate às mudanças climáticas em 18 deles. Outros 14
apresentaram avanço limitado. De modo geral, os países em desenvolvimento
apresentaram mais avanços, enquanto nos países desenvolvidos eles ocorreram em
menos quantidade.

O
progresso mais significativo de 2012, de acordo com o documento, ocorreu no
México, onde foi aprovada uma lei na qual o país se compromete a reduzir em 30%
as emissões. Entre os países pesquisados, o único que não apresentou nenhum
avanço na legislação ambiental foi o Canadá, que em 2011 anunciou sua saída do
Protocolo de Kyoto, em que os países industrializados se comprometem a reduzir
as emissões de gases de efeito estufa.

Em
relação ao Brasil, além da aprovação do código florestal, o estudo ressalta
também o comprometimento do país em reduzir o desmatamento da Amazônia em 80%
até 2020. A Globe International é uma organização fundada em 1989 por
parlamentares dos Estados Unidos, de países da Europa, do Japão e da Rússia com
o objetivo de apoiar legislações voltadas ao combate das mudanças climáticas.

Segundo
John Gummer, ex-ministro do Meio Ambiente da Grã-Bretanha e presidente da Globe
International, as mudanças feitas pelos legisladores ocorrem devido ao pleito
da população que eles representam, que não quer deixar o ônus para as gerações
futuras. “Lutando contra as mudanças climáticas, os legisladores também estão
protegendo suas indústrias dos preços cada vez mais altos dos combustíveis e
assegurando que não querem depender de outros países para prover a energia que
precisam”.

Agência Brasil


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