Ampliar a cobertura florestal do Espírito Santo por
meio da inserção de árvores nativas nas propriedades rurais. Esse é o objetivo
do Projeto Biomas, iniciativa da Embrapa Florestas e da Confederação da Agricultura
e Pecuária do Brasil (CNA) que conta com a coordenação do Instituto Capixaba de
Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) no Bioma Mata
Atlântica. O projeto é financiado pela John Deere, Monsanto, Vale e Sebrae.
Os experimentos do Bioma Mata Atlântica serão
realizados na Reserva Natural da Vale e na propriedade rural do senhor
Silvestre Milanezi, em Sooretama. Ele disponibilizou 35 hectares para o plantio
de árvores, que serão distribuídas em Áreas de Preservação Permanente (APP),
reserva legal e sistemas de produção. O projeto prevê o desenvolvimento de
soluções técnico-científicas para a proteção das paisagens rurais nos seis
biomas brasileiros: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Amazônia, Pampa Gaúcho e
Pantanal.
“A escolha do Espírito Santo como área de
referência para o Bioma Mata Atlântica, que abrange diversos Estados
brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte, projeta o Estado no
cenário nacional nas ações de reflorestamento em propriedades agrícolas e
fortalece as ações de Governo no sentido de ampliar a cobertura florestal
capixaba”, avaliou a Coordenadora do Bioma Mata Atlântica e servidora do
Incaper, Fabiana Ruas.
Serão desenvolvidos 24 experimentos de pesquisas,
ao longo de sete anos, no Espírito Santo. Em 2012, 10 experimentos já foram
iniciados. A partir da finalização das pesquisas sobre os modelos de inserção
de cobertura florestal nas propriedades rurais, será incentivada a replicação
desses resultados em outras propriedades rurais, propiciando a difusão de
atividades produtivas sustentáveis dentro de cada bioma. “O projeto pretende
trazer respostas de modelos de inserção de cobertura florestal na propriedade
rural, incorporando o agricultor no processo”, explicou Fabiana.
Luciana Silvestre
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