Análise Semanal do Mercado do Milho

por admin_ideale

As
cotações do milho praticamente estacionaram durante a semana, confirmando assim
o alto teor especulativo da soja, o qual pode não ter sustentação por muito
tempo. O fechamento desta quinta-feira (06) ficou, para o bushel de milho, em
US$ 7,47, contra US$ 7,40 na média de novembro e US$ 7,51 uma semana antes.

Os
dados de exportação estadunidense, diante das dificuldades de navegação no
Mississipi, estiveram pressionando o mercado do cereal. Além disso, novo
relatório do USDA para o dia 11/12 é esperado.

Assim,
as exportações dos EUA na semana anterior ficaram em apenas 244.689 toneladas,
contra uma expectativa de cerca de 585.000 toneladas pelo mercado. A tendência
continuará sendo de exportações em volume reduzido nos EUA, em especial pela
forte quebra de safra do cereal naquele país.

Paralelamente,
os preços FOB da tonelada de milho na Argentina e no Paraguai fecharam a semana
estáveis em US$ 300,00 e US$ 165,00 respectivamente.

No
Brasil, por sua vez, os preços continuaram subindo na maioria das praças. O balcão
gaúcho fechou a semana na média de R$ 29,05/saco, enquanto os lotes, no norte
do Estado, estiveram em R$ 35,05/saco. Nas demais praças nacionais, os lotes
giraram entre R$ 20,00/saco em Lucas do Rio Verde (MT) e R$ 35,50/saco em
Chapecó (SC).

As
novas dificuldades de exportação nos EUA aceleraram a demanda pelo produto
brasileiro. Em novembro, oficialmente, o Brasil exportou 3,91 milhões de
toneladas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
Assim, o acumulado do ano comercial, iniciado em fevereiro, chega a 16,1
milhões de toneladas exportadas. E dezembro já teria nomeações de navios ao
redor de 2,94 milhões de toneladas. Se esse número se confirmar na prática, o
total exportado subirá para 19 milhões faltando ainda o mês de janeiro/13 para
fechar o atual ano comercial. Isso significa que realmente o país poderá
atingir as 20 milhões de toneladas exportadas com milho e até mesmo ultrapassar
esta marca, mesmo com os problemas de logística existentes. Até outubro,
inclusive, o maior importador individual do milho brasileiro era o Irã, com
1,97 milhão de toneladas, seguido da Coreia do Sul com 1,7 milhão de toneladas.

Nesse
contexto, não há como os preços internos do milho recuarem, pelo menos até
março próximo, quando a nova safra nacional de verão entra no mercado.

Enfim,
a semana terminou com as importações, no CIF indústrias brasileiras, valendo R$
52,06/saco para o produtos dos EUA e R$ 45,38/saco para o produto da Argentina,
ambos para dezembro. O mesmo preço para janeiro ficou em relação ao produto
argentino. Já na exportação, o transferido via Paranaguá registrou os seguintes
valores: R$ 35,62/saco para dezembro; R$ 35,69 para janeiro; R$ 35,91 para
fevereiro; R$ 35,69 para março; R$ 35,34 para abril; R$ 34,99 para maio; R$ 34,01
para junho e R$ 30,67/saco para setembro. (cf. Safras & Mercado)

Vale
ainda destacar que as últimas projeções para a safra nacional de milho 2012/13
apontam 28,9 milhões de toneladas na safra de verão, sendo 5,4 milhões no Rio
Grande do Sul; 6,4 milhões no Paraná e 5,8 milhões de toneladas em Minas
Gerais. A safrinha está agora projetada em 34,1 milhões de toneladas, sendo
12,6 milhões no Mato Grosso e 10,5 milhões de toneladas no Paraná. A produção
do Norte/Nordeste ficaria em 5,9 milhões de toneladas, o que levaria o total
geral do país a praticamente 69 milhões de toneladas, contra 72,3 milhões neste
último ano. (cf. Safras & Mercado) Nesse momento, a safra de verão já
estaria com 92% da área semeada no Centro-Sul brasileiro.



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