Orientar os cafeicultores sobre a maneira correta
de se utilizar o tipo e o sistema mais indicado de irrigação nas lavouras, com
objetivo de buscar uma florada mais uniforme, são algumas das ações do terceiro
módulo do Curso de Café Arábica que será realizado em Baixo Guandu.
O evento termina nesta terça-feira (04) no distrito
de Mutum Claro e será realizado na quarta (05) e quinta (06) na comunidade de
Alto Mutum. A capacitação é oferecida pelo Instituto Capixaba de Pesquisa,
Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), órgão vinculado à Secretaria de
Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), em parceria
com o Sindicato Rural e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
“Serão 45 produtores beneficiados com as
informações sobre a melhor irrigação em sua lavoura. Com o procedimento correto
os cafeicultores poderão ter uma colheita com maior porcentagem de frutos
maduros por planta permitindo assim melhor qualidade dos frutos e no final
melhor qualidade do café”, afirma o responsável pelo escritório local, Franz
Holz Filho.
O diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, afirma que as
tecnologias do Instituto previstas no ‘Renovar Arábica’ impulsionam o
desenvolvimento da atividade cafeeira. “Estamos contribuindo para o
desenvolvimento social e econômico dos municípios produtores”, destaca
Evair.
Baixo Guandu tem uma área aproximada de 3.500
hectares do café arábica e uma produtividade média de 30 sacas por hectare.
Programa ‘Renovar Arábica’
O ‘Renovar Café Arábica’ tem como o objetivo
renovar e revigorar lavouras de café arábica no Espírito Santo, com foco no
aumento da produtividade, melhoria da qualidade e de processos, visando
oferecer maior sustentabilidade à atividade.
O programa abrange 49 municípios, em uma área aproximada 190 mil hectares
envolvendo mais de 20 mil pequenas propriedades de base familiar e está
inserido no Programa de Cafeicultura Sustentável, baseado no Novo Pedeag – 2007
– 2025.
Dentre as metas estão: a renovação de 100% do parque cafeeiro de arábica com
variedades recomendadas e a utilização de boas práticas agrícolas; a ampliação
da cobertura florestal em áreas vulneráveis; a elevação da produtividade média
da cafeicultura de arábica de 14,6 sacas beneficiadas/ha para 22,6 sacas; o
aumento da produção que nos últimos cinco anos se encontra entre 1,8 e 2,5
milhões de sacas, para quatro milhões de sacas, sem aumentar a área plantada.
Eduardo Brinco
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