Aviação agrícola é segura para abelhas

por admin_ideale

A aviação agrícola é menos perigosa para as abelhas
do que a aplicação terrestre. E é o melhor método para aplicação de defensivos,
quando os quesitos são eficácia, pontualidade e nenhum dano à cultura, entre
outros fatores. Essas são constatações do professor Scott Bretthauer, do
Departamento de Engenharia Agrícola e Biológica da Universidade de Illinois,
nos Estados Unidos. Com PhD (doutorado) em Recursos Naturais e Ciências
Ambientais, Bretthauer publicou em julho um artigo na revista AG Professional
(veja os links no final do texto) rebatendo um texto do mês anterior, da mesma
revista, na seção Profit Tips (Dicas de Lucro). O artigo foi traduzido e
publicado no último sábado (17) no site Agronautas.

O texto de junho dava dicas de como evitar perdas na apicultura restringindo a
aviação agrícola. O que o especialista rebateu, explicando que, “quando
realizada corretamente, a aplicação aérea não representa maior risco para as
abelhas do que uma aplicação terrestre”. Ele lembrou inclusive a segurança dos
voos fora das lavouras. “Aeronaves agrícolas são equipadas com dispositivos que
asseguram que a pulverização não seja inadvertidamente ativada fora da área
alvo. Esses dispositivos incluem válvulas anti-retorno em cada bico e um
sistema de sucção, que cria um vácuo quando o sistema de pulverização é desligado.”

DERIVA

Bretthauer também abordou a questão da deriva, lembrando que se trata de um
fator que pode ocorrer tanto nas aplicações aéreas como nas terrestres. “A
deriva é principalmente uma função do tamanho das gotas, velocidade do vento e
direção do vento. É verdade que um avião agrícola pode ser configurado para ter
um menor diâmetro de gota e um espectro mais estreito. Essa é uma das razões
pelas quais a aplicação aérea é mais eficaz na aplicação de inseticidas do que
equipamentos terrestres. (…)Mas uma aeronave agrícola pode ser configurada
para fornecer um tamanho de gota grande, resistente à deriva.”

E ele acrescenta, lembrando que o avião é a
ferramenta que melhor pode aproveitar as janelas de tempo com condições para
prevenir a deriva. “Em termos de velocidade e direção do vento, a aplicação
aérea é o método de aplicação preferido porque as aeronaves agrícolas são
capazes de fazer uma aplicação em um período de tempo muito mais curto do que
equipamentos terrestres ou outras formas de aplicação. Se há uma estreita
janela de condições de vento favoráveis para fazer a aplicação, uma aeronave
agrícola pode provavelmente completar toda a aplicação quando um equipamento
terrestre seria incapaz.”

E ele conclui: “Com uma aeronave corretamente
configurada e operada, o risco para as abelhas não é maior do que com um
equipamento terrestre, e é provavelmente ainda menor por causa da capacidade da
aeronave para completar aplicações mais rapidamente dentro de condições
meteorológicas desejadas. Tendo trabalhado com aplicadores aéreos por uma série
de anos e tendo realizado uma série de ensaios de aplicações aéreas e clínicas
de padronização, eu acredito que há muitos benefícios desta forma sobre outras
formas de aplicação e, se usada corretamente, não tem riscos adicionais para as
abelhas ou outros seres sensíveis.”

CRITÉRIO TÉCNICO

O material chega justamente em quando o Sindag ainda tenta reverter a
proibição, apenas para o setor aéreo, da aplicação de produtos com os
princípios ativos os princípios ativos Imidacloprido, Tiametoxam, Clotianidina
ou Fipronil. Restrições que que foram impostas pelo IBAMA e pelo Ministério da
Agricultura e contra as quais o sindicato aeroagrícola alega carência de
critérios técnicos

Paralelamente, o Sindag também acompanha com preocupação e vem se articulando
contra diversas iniciativas para proibição da aviação agrícola no Brasil.
Segundo o presidente do sindicato, Nelson Antônio Paim, “fruto de oportunismo
político ou resultado de um mau direcionamento da causa ambientalista. Mas
todas consequência da falta de informação a respeito da legislação e da
importância de nossa atividade.”



SINDAG – Sindicato Nacional das Empresas
de Aviação Agrícola


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