Uma tecnologia social que minimiza esforços de quem trabalha na secagem do café. Trata-se do espalhador de café, invenção do agricultor Wilson Pionteskoske, de Nova Venécia, que realiza o trabalho cuja mão de obra seria de três pessoas. Ele trouxe o experimento para a 9ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia, que pode ser conhecido no estande do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper).
O senhor Wilson Pionteskoske, que é assistido pelo Projeto Tecsocial do Incaper, desenvolveu o experimento há, aproximadamente, 15 anos. “A gente sempre secou o café no terreiro e precisava de três pessoas ajudando. Nunca ficava espalhado de forma igual para a secagem. Então, criei um carrinho com pneus e uma pá para facilitar o trabalho”, explicou o produtor.
Ele disse que já produziu cerca de 40 espalhadores de café, que foram vendidos aos familiares e vizinhos. “Todo mundo via que, usando a máquina, se fazia menos esforço para espalhar o café. A procura é grande porque economiza em mão de obra”, disse Wilson. Ele acrescenta que outro benefício do equipamento é o fato dele espalhar de maneira homogênea os grãos no terreiro.
O agricultor trouxe o experimento para a 9ª Semana Estadual de Ciência e Tecnologia para compartilhar a inovação tecnológica com o público e também para consolidar sua criação. “Essa semana entrarei com o pedido de patenteamento do experimento”, relatou.
Luciana Silvestre
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