“O plantio
de frutíferas em larga escala só é viável com o uso de muito defensivo
agrícola. Estamos falando em plantio de larga escala o que vai contaminar rios
e nascentes”, destacou a presidenta da CNA, em defesa ao veto da presidente
Dilma
Os nove
vetos feitos pela presidente Dilma
Rousseff ao texto da Medida
Provisória do Código Florestal
aprovado pelo Congresso em
setembro dividiu os parlamentares que fecharam um acordo para viabilizar a
votação da matéria na Câmara e
no Senado. Para o relator Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), “a lei propicia ao país manter-se
como referência ambiental para o mundo e suprir a demanda por alimentos”.
O senador
catarinense destacou que, neste momento, não cabe pensar em posicionamentos dos
setores da base agropecuária e ambientalistas. Ele acredita na
possibilidade de o presidente do Senado,
José Sarney (PMDB-AP), colocar em votação os vetos
à MP do Código Florestal. Ele ponderou, porém, que “existe uma fila de vetos”
que aguardam apreciação pelo Congresso.
A presidente da Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA),
senadora Kátia Abreu (PSD-TO), também considerou um avanço o
texto sancionado por Dilma Rousseff. Para ela, embora não seja um texto que
satisfaça todo o setor agropecuário, o código dá uma “segurança jurídica”
a partir de agora.
A senadora é favorável a alguns dos vetos feitos por Dilma Rousseff.
Especialmente, ela citou a proibição de se recompor áreas de preservação permanente (APPs) com árvores
frutíferas. “O plantio de frutíferas em larga escala só é viável com o
uso de muito defensivo agrícola.
Não se consegue produzir frutas sem defensivo. Não estamos falando de plantar
um pé de goiaba, estamos falando
em plantio de larga escala o que vai contaminar rios e nascentes”, destacou a
presidenta da CNA.
O presidente
do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que os vetos feitos pelo Executivo
foram necessários para o equilíbrio das discussões entre ruralistas e ambientalistas. Ele descartou a possibilidade de colocar os vetos
para a análise do Congresso e acrescentou que existem mais de mil vetos
aguardando apreciação. Outros parlamentares, entretanto, consideram que a
presidente Dilma Rousseff colocou em risco a relação do Executivo com o Legislativo.
Segundo Ana Amélia Lemos (PP-RS), os vetos “anularam” o papel do
Congresso e podem gerar um contencioso na relação dos dois poderes.
O senador Cyro Miranda (PSDB-GO) também foi contrário aos vetos. Para ele, a presidente
Dilma poderia ter designado um parlamentar da base para questionar os pontos
com os quais não concordava durante as discussões no Congresso. “Todo dia a
presidente recebia um relato sobre os avanços do acordo em construção”, disse.
Segundo ele, Dilma terá problemas com sua base passado o momento eleitoral.
Agência
Brasil
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