Semana Mundial da Alimentação: O cooperativismo e a segurança alimentar

por admin_ideale

A
Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) escolheu
o tema Cooperativas Agrícolas Alimentam o Mundo (http://www.unicamp.br/nepa/downloads/WFD2012.pdf)
para a Semana Mundial da Alimentação 2012. Com isso, a FAO reforça a
importância do cooperativismo nas estratégias de combate à fome e promoção da
segurança alimentar, além de reforçar 2012 como o Ano Internacional do
Cooperativismo.

No Brasil, as cooperativas são responsáveis por 40% do PIB agrícola e 6% do
total das exportações do setor. Quando o assunto é segurança alimentar, as
organizações de agricultores familiares têm assumido um papel importante ao
atuar em mercados que, muitas vezes, são desprezados ou minimizados pelas
grandes redes. Com isso, ajudam a desenvolver o País economicamente e a
promover a segurança alimentar, fazendo com que o alimento chegue à mesa dos
cidadãos.

“Em especial em municípios menos populosos, as cooperativas locais são
responsáveis por abastecer o mercado. São estes agricultores que entregam os
alimentos nos atacados, feiras e outros locais que nem sempre são
economicamente viáveis para corporações”, explica o coordenador-geral de Ações
de Apoio a Organizações Associativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário,
Luís Fernando Tividine.

As organizações produtivas de agricultores familiares permitem que estes tenham
acesso a informações, ferramentas e serviços. Desta forma, possibilitam o
aumento da produção, melhoram as condições de comercialização e geram empregos,
melhorando sua qualidade de vida e favorecendo uma segurança alimentar mundial.
“Outro ponto importante é a gestão social, que dá uma segurança ao agricultor
independentemente do tamanho de sua propriedade, já que todos têm o mesmo poder
de decisão”, reforça Tividine.

Resultados

Alcançar a todos é uma das missões dos associados da Cooperativa Nova Aliança
dos Produtores de Farinha do Vale do Juruá (Cooperfarinha), em Cruzeiro do Sul
(AC). “Além de trabalhar melhor em grupo, a gente consegue levar o alimento a
outras pessoas, algumas muito distantes”, conta o presidente da Cooperfarinha,
Germano da Silva Gomes.

A
organização em cooperativa foi à forma que os produtores de farinha da região
encontraram para sair das mãos dos atravessadores e comercializar a preços
melhores. A Cooperfarinha tem 70 associados, que, juntos, produzem cerca de 750
quilos de farinha de mandioca por semana. O produto é empacotado e vendido em
todo o Brasil, inclusive nas escolas da região por meio do Programa Nacional da
Alimentação Escolar (Pnae).

Outro exemplo
é a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Vale do Ipanema
(Coopanema), em Águas Belas (PE). Criada em 1997 para fortalecer a produção
rural e viabilizar a comercialização, hoje tem 290 cooperados. O principal
produto é o leite, em torno de 15 mil litros entregues por dia, mas os
cooperados também vendem carnes, hortaliças e frutas.

“Percebemos
que quanto mais organizados, maior é produção, melhor a qualidade e conseguimos
chegar a mais lugares”, assinala o diretor administrativo e financeiro da
Coopanema, José Wellington Alves. Segundo ele, desta forma conseguem um preço
mais justo e garantem a comercialização direta da produção.

Mas a
cooperativa quer mais. Estão com um projeto de laticínio, que será financiado
com verba do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf), para beneficiar o leite e vender os derivados. Assim, pretendem
aumentar o valor agregado do produto e, consequentemente, a renda das famílias.
Além disso, querem ampliar o acesso às políticas de comercialização, como o
Pnae e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).


Portal do Ministério do Desenvolvimento Agrário


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