Produtores contestam período autorizado para pulverizações

por admin_ideale

A liberação
da pulverização nas lavouras de soja em Mato Grosso durante os meses de
novembro a janeiro é considerada insuficiente pelos produtores regionais, que
cobram a prologação da medida. De acordo com o presidente da Associação dos
Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja Brasil), Glauber Silveira, a
determinação não atende o Estado, maior produtor da oleaginosa no país.
Conforme ele, dependendo das condições climáticas, são feitas até cinco
pulverizações nas lavouras, podendo se prolongar até fevereiro, quando se
encerra a colheita em Mato Grosso. “Infelizmente não há mais o que se fazer”,
lamentou.

O período autorizado, que foi liberado pelo Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria de Defesa
Agropecuária (SDA) na semana passada, começa no dia 20 de novembro de 2012 e
termina em 1º de janeiro de 2013 no Estado.

Para o gerente institucional e técnico da Aprosoja em Mato Grosso, Nery Ribas,
os termos não servem para os produtores rurais do Estado. “Mato Grosso tem
grandes extensões de terras e não é viável fazer a aplicação por via
terrestre”, afirmou Nery Ribas. Em julho deste ano, o Ibama havia proibido a
pulverização aérea com agrotóxicos que continham imidacloprido, clotianidina,
fipronil e tiametoxam, que poderiam interferir na polinização das abelhas. Mas
voltou atrás depois que o setor produtivo relatou a dificuldade em atender à
proibição em curto espaço de tempo.

A liberação impõe váriasrestrições, como por exemplo, as aplicações aéreas que
deverão ser feitas apenas em alturas menores a 4 metros. Também estabelece
quando as pulverizações aéreas poderão ser realizadas nas diferentes regiões do
país. No Centro-Oeste (MT e GO) a pulverização aérea apenas pode ser feita
entre o dia 20 de novembro de 2012 e 1º de janeiro do ano que vem. No Norte do
país, a pulverização pode ser feita de 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2013,
e no Sul entre os dias 1º dezembro desse ano a 15 de janeiro de 2013.

Conforme o presidente da Aprosoja MT, Carlos Fávaro a liberação para a
aplicação durante esse período pode dar tempo para que o Estado demonstre por
meio de pesquisas que há dano ao meio ambiente. “É inviável para
a produção estadual ficar sem a aplicação aérea. A medida trará muitos
prejuízos às lavouras”, explicou.

 

Folha do Estado

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