Quebra da safra americana sustenta preço do milho no Brasil

por admin_ideale

A
confirmação de quebra na safra de milho nos Estados Unidos está beneficiando os
produtores brasileiros. A estimativa de aumento na produção do grão no Brasil
deveria elevar o preço do produto no mercado interno, mas a janela de
comercialização deixada pelo país americano sustentou o preço pago pela saca do
milho. É o que analisa a economista da Federação da Agricultura do Estado do
Paraná (FAEP), Gilda Bozza. Segundo ela, a diferença de preços entre os estados
brasileiros é provocada pela falta de logística adequada para escoar a
produção.

O último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)
retificou a produção mundial do grão de 849,01 milhões de toneladas para 841,06
milhões de toneladas, um corte de 7,95 milhões ante o relatório de agosto. A
redução efetuada é por conta das adversidades climáticas no Meio-Oeste norte
americano com uma forte estiagem, a maior dos últimos 50 anos.

Em Mato Grosso, cujo estado apresentou o maior crescimento na produção agrícola
na última safra, o preço do milho aumentou 34% de junho a agosto deste ano. O
levantamento diário feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia
Agropecuária (Imea) apontou que o valor da saca subiu de R$ 15,8 – que estava
muito próximo do custo de produção, que é de R$ 14/sc – para R$ 21/sc. A
economista da Faep afirma que os preços devem se manter elevados, levando em
conta que o mercado continua aquecido.

Ela explica que o país tem condições de atender o mercado interno é a demanda
de exportação. Os dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam
que a produção do milho no Brasil aumentou 26,7%, de 57,4 milhões de toneladas
para 72,7 milhões de toneladas. Com a produção prevista o Brasil passa a ocupar
a posição de 3º produtor mundial de milho.

Em relação a soja, o último relatório divulgado pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reavaliou a produção norte americana na
safra 2012/13 para 71,69 milhões de toneladas, cerca de 13% inferior à safra
2011/12 (83,17 milhões de toneladas). “O Brasil passou a ser o primeiro
produtor mundial de soja e principal, expotador do produto”, comenta a
analita da Faep, Gilda Bozza.

 

Agrodebate


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