Os preços ao
produtor dos Estados Unidos tiveram a maior alta em três anos em agosto, ao
passo que o custo com energia aumentou, mostrou um relatório do governo nesta
quinta-feira.
O
Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor
sazonalmente ajustado subiu 1,7 por cento no mês passado, o maior ganho desde
junho de 2009 e mostrando aceleração em relação ao aumento de 0,3 por cento em
julho.
Economistas
consultados pela Reuters esperavam que os preços nas fazendas, fábricas e
refinarias subissem 1,1 por cento no mês passado.
Os preços no
atacado excluindo os setores voláteis de alimentos e energia subiram 0,2 por
cento, desacelerando em relação ao aumento de 0,4 por cento em julho. A alta veio
em linha com as expectativas dos economistas.
Apesar do
aumento da inflação geral no atacado no mês passado, é provável que haja pouco
repasse para os consumidores, dado o fraco crescimento de emprego e a morna
demanda doméstica.
A inflação
ao consumidor está atualmente abaixo da meta de 2 por cento do Federal Reserve,
banco central dos Estados Unidos. Autoridades do Fed estão em reunião pelo
segundo dia nesta quinta-feira para deliberar sobre a política monetária do
país.
Espera-se
que o Fed anuncie o lançamento de uma terceira rodada de compra de títulos no
final da reunião para impulsionar a fraca recuperação econômica.
A decisão do
banco central, que também pode incluir ajustes em sua promessa de manter as
taxas de juros próximas de zero até, pelo menos, o final de 2014, é esperada
para aproximadamente 13h30 (horário de Brasília).
Os preços
gerais ao produtor no mês passado foram sustentados por um aumento de 6,4 por
cento nos preços de energia, a maior alta em três anos.
Os preços de
energia, que foram puxados por um salto no custo da gasolina, foram
responsáveis por mais de 80 por cento do aumento dos preços no atacado no mês
passado. Os preços de energia haviam caído 0,4 por cento em julho.
Os preços de
alimentos avançaram 0,9 por cento, o maior ganho desde novembro. Preços mais
altos de laticínios responderam por um terço do aumento nos preços de alimentos
no mês passado. Os preços de alimentos haviam avançado 0,5 por cento no mês
anterior e podem continuar elevados ao passo que uma seca rigorosa aumentou os
custos de grãos e soja.
Nos 12 meses
até agosto, os preços ao produtor subiram 2,0 por cento, o maior ganho desde
março, depois de avançarem 0,5 por cento em julho.
Reuters
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