As exportações de café arábica e
conilon pelos portos capixabas aumentaram no mês de agosto em relação a julho.
Já a quantidade de café solúvel comercializada diminuiu de um mês para o outro.
No total, foram exportadas pelo
Espírito Santo no último mês 455.332 sacas de café,
gerando uma receita de R$ 74.877.538,98.
Foram
escoadas pelos portos capixabas em agosto 220.349 sacas de arábica, 213.310 de
conilon e 21.673 de solúvel, segundo relatório divulgado pelo Centro do
Comércio de Café de Vitória (CCCV). O valor médio de venda da saca do grão foi
de US$ 164,44. No
mês anterior, foram exportadas 200.863 sacas de arábica, 171.056 de conilon –
um aumento de 42 mil de julho para agosto –, e 27.332 de café solúvel.
No
acumulado do ano até agosto, 2.805.655 milhões de sacas de café foram
embarcadas e escoadas pelo Estado, em 8.769 contêineres. Já a receita
movimentada de janeiro a agosto deste ano foi de US$ 522.162.524,36.
Segundo
relatório divulgado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé),
a exportação de café verde nacional somou 2,2 milhões de sacas em agosto, com
uma queda de 16,5% ante os 2,64 milhões de sacas embarcadas no mesmo mês de
2011. No Espírito Santo, a queda foi de 26%, comparando as exportações de
agosto de 2012 com o volume comercializado no mesmo mês em 2011. No ano
passado, foram embarcadas 614.328 sacas em agosto – 158.996 a mais do que as 455.332 sacas comercializadas neste ano
no mês passado.
Apesar
disso, o setor tem dados positivos em relação à safra deste ano, que deve ser
recorde, de acordo com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (MAPA). Segundo os números oficiais da safra de café no Brasil,
os cafezais capixabas serão responsáveis em 2012 pela produção de 12,5 milhões
de sacas, sendo 9,71 milhões de café conilon e 2,79 milhões de café arábica. Em
relação à safra passada (2011), o acréscimo é de 8% na produção total de cafés
no Espírito Santo.
O presidente do CCCV, Luiz Polese, destaca que esse
crescimento no ano em que o conilon completa 100 anos de cultivo no Espírito
Santo, mostra a importância que esse tipo de grão vem ganhando no Estado. “O
conilon deixou o status de grão que apenas ‘dava corpo’ ao arábica e
hoje se consolidou como uma excelente opção de bebida. Com a safra recorde e o
aumento no volume de exportações creio que temos ótimos motivos para celebrar”,
comentou Polese.
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