A discussão
agora está em nível ministerial, entre as pastas da Agricultura e do Meio
Ambiente. Esse foi o resultado da reunião ocorrida na última sexta-feira (10),
em Brasília, sobre a proibição, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Renováveis (IBAMA), do uso aviões para a pulverização de quatro
tipos de defensivos usados em lavouras no País. O encontro ocorreu no Ministério
da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA) e, além do presidente do
Sindag, Nelson Antônio Paim, e de representantes do IBAMA, contou com a
presença de membros das indústrias de defensivos (Syngenta, Basf, Bayer, Rotam,
Milenia) da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), do Sindag defensivos
(Sindicato Nacional das Indústrias de Produtos para Defesa Agrícola) e das
associações de produtores de soja, cana-de-açúcar, algodão e cítricos.
Conforme
Paim, o grupo apresentou ao MAPA e IBAMA as minutas elaboradas pelos sete
grupos de trabalho (formados pelas entidades da aviação, produção e
defensivos), que discutiram os impactos da medida sobre o setor primário
brasileiro. “Aparentemente, os argumentos foram bem aceitos pelo MAPA, que reconheceu
a importância da aviação. Esperamos agora que o IBAMA analise melhor os dados e
se sensibilize da necessidade de rever a medida”, explica o presidente do
Sindag.
ABRANGÊNCIA
A proibição
do IBAMA abrange defensivos que tenham os princípios ativos Imidacloprido,
Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil. Segundo o órgão ambiental, a medida foi
motivada pelo fato do produto ser prejudicial às abelhas. Os produtos são
usados em lavouras como soja, milho, arroz, algodão, cítricos e outras. E agora
não podem ser aplicados por aviões. O que, para o Sindag, é um contrassenso, já
que a aviação é justamente a ferramenta mais eficiente e segura para aplicação
de defensivos. Além disso, a medida simplesmente inviabilizaria o setor
aeroagrícola brasileiro.
A proibição pelo IBAMA abrange também
os outros meios de aplicação nas épocas de florada ou na presença de abelhas
nas lavouras. Em linhas gerais, o sindicato aeroagrícola apresentou dados da
área de lavouras atendidas por aviões no Brasil e reforçou a importância das
aeronaves para o controle de pragas em lavouras como cana-de-açúcar, algodão,
cítricos e soja. O Sindag também voltou a bater na tecla da segurança e
capacidade técnica da aviação e propôs uma conversa entre todos os setores e os
produtores de mel, para analisar um manejo que viabilize a convivência da
apicultura com as lavouras.
Notícias Agrícolas
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