A partir
desta semana, o Ministério da Agricultura deve levar ao Ministério do Meio
Ambiente uma proposta elaborada pelos setores de aviação agrícola, defensivos e
produtores para estabelecer uma alternativa à proibição de aplicação aérea de
defensivos agrícolas que contenham os princípios ativos Imidacloprid,
Tiametoxam, Clotianidina ou Fipronil. A medida do IBAMA, publicada em julho,
visa proteger as abelhas, que, conforme estudos científicos estariam até morrendo
pela exposição aos agrotóxicos. O objetivo, segundo o presidente do Sindicato
Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Nelson Paim, é encontrar um
meio termo que permita as operações, já que as lavouras de cana-de-açúcar e de
cítricos estão desprotegidas. Uma das sugestões do Sindag é o mapeamento das
colmeias para que a aplicação seja feita sem causar danos. Paim alega que a
proibição inviabilizaria a agricultura no país, porque os princípios ativos são
base de defensivos das principais culturas: soja, milho, arroz, algodão e
cítricos.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), José
Gumercindo Cunha, a derrubada da restrição seria um “tiro no pé”, já
que as abelhas polinizam e contribuem para a boa produção de grãos e de frutas.
“Consideramos a proibição uma conquista, a exemplo da Europa, que também
veta o uso destes princípios ativos, e esperamos que seja mantida.” A
confederação divulgará publicamente um manifesto para que a medida do IBAMA
seja mantida e que haja, sim, estímulo às indústrias para o desenvolvimento de
produtos tolerantes.
Correio
do Povo
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