De acordo
com a Embrapa Suínos e Aves, em julho passado o índice que aponta a evolução do
custo de produção do frango levantado pela entidade (ICPFrango) aumentou mais
de 20 pontos em relação ao mês anterior, ficando em 162,92 pontos (janeiro de
2010 = 100). O aumento, de quase 15% em apenas um mês, correspondeu à maior
variação mensal já registrada desde a implantação do levantamento.
Mas os
fatores que melhor demonstram o peso que recaiu sobre a produção do frango no
corrente exercício são aqueles relativos à evolução do custo em um ano e no
decorrer de 2012.
Assim,
considerando-se que em julho de 2011 o índice de custo foi igual a 122,80,
tem-se 12 meses depois um aumento de custos da ordem de 32,67%. E uma vez que o
exercício foi encerrado com um índice equivalente a 122,42 pontos tem-se, ao
completarem-se os sete primeiros meses deste ano, um custo 33,08% superior ao
de dezembro de 2011.
O frango,
nem de longe acompanhou. Para uma variação de, praticamente, 15% no custo
mensal, seu preço de venda subiu, na média, 0,21%. Para uma variação anual de
32,67% no custo, o preço do frango aumentou apenas 4,89%. O pior, no entanto, é
que, comparativamente ao preço médio alcançado em dezembro, o frango vivo
obteve em julho um valor quase 12% menor. Enquanto isso, o custo, no mesmo período,
aumentava mais de 33%.
Considerando-se
como bases o custo e o preço em janeiro de 2010 tem-se, para julho de 2012, um
custo cerca de 63% maior e um incremento de preço que não chega a 18%. Ou seja:
se tivesse evoluído apenas conforme o custo, o frango vivo teria sido
comercializado no mês passado por cerca de R$2,57/kg. Na realidade, ficou
próximo (mas aquém) de R$1,86/kg.
Agrolink
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