A greve dos caminhoneiros, que ocorre em nível
nacional, não tem afetado somente o transporte de bens industriais, a paralisação
tem acarretado ainda, reflexos sobre a
comercialização de alguns produtos agrícolas nas Centrais de Abastecimento do
Espírito Santo (Ceasa-ES), como a batata e laranja que tiveram queda na oferta
nos últimos dias. Nas principais rodovias que dão acesso à Região Metropolitana
de Vitória, os produtores rurais não conseguiram levar as mercadorias para
venda, o que resultou numa redução de 8%
no fluxo de veículos na unidade de Cariacica.
Por causa dessa greve e, consequentemente, o menor
acesso dos produtores as Centrais, a batata, sofreu um aumento de 57,1% no preço e
redução de 19% na oferta. Enquanto a laranja seguiu a mesma tendência com
aumento do preço médio de 14,5%. Entre os dias 16 e 20 de julho foram 1.154
toneladas de quilos comercializados da batata, e no período de 23 a 27 de julho
chegou a 945 toneladas de quilos. Além desses, o tomate e o pimentão continuam
com preços elevados em função do período de entressafra. No Espírito Santo, a
tendência no mercado hortifrutícola é a elevação imediata nos preços quando se
constata pouco produto para comercialização.
O período da greve dos caminhoneiros iniciou entre
os dias 25 a 30 de julho. Desde essa data houve uma redução também, de 21,8 %
na oferta global de comercialização, das raízes, tubérculos e frutas nacionais.
Os preços médios não foram afetados. Já a oferta de comercialização, em quilo,
apresentou uma queda de 22,5%.
Outras questões que tem contribuído para o aumento
nos preços e queda nas ofertas dos produtos agrícolas no Espírito Santo, é o
período de férias escolares e a redução da demanda que ocorre nos últimos dias
de cada mês
Joyce
Azevedo
Redação Campo Vivo com informações da
Ceasa
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