Como
comentou ontem o AviSite, a reversão de preços do frango abatido na cidade de
São Paulo começou antes do normal ou do que era esperado. Explicando: Normalmente,
o frango abatido abre o mês em alta, atingindo o pico de preços entre,
aproximadamente, os dias 10 e 13 do mês, após o que há novo recuo das cotações
até os dias derradeiros do mês, quando começa novo ciclo de altas.
Pois em
julho corrente essa reversão começou antes – vem desde a última segunda-feira,
23 e se manteve nos últimos três dias de negociações. Naturalmente, o processo
ainda é tênue, sem maior significado econômico. Mas já sinaliza melhores
condições de comercialização nos próximos dias.
Aliás,
essa condição deve se estender também ao frango vivo. Pois, como relatou ontem
a Jox Assessoria Agropecuária, já se observa, no momento, aumento de consultas
sobre as disponibilidades para a próxima semana. E o ligeiro reajuste obtido
pelo frango vivo na última terça-feira em Minas Gerais (onde o mercado
permanece firme) é outro indicador de “mudanças à vista”.
Mesmo
assim, a avicultura de corte continua distante de seu ponto de equilíbrio –
ainda que a tendência de alta possa ser constante decorrer do exercício. Assim,
ainda que o frango abatido consiga repetir, em agosto vindouro, a cotação média
alcançada um ano atrás (aliás, uma das melhores do ano que passou), os ganhos
continuarão negativos porquanto, de lá para cá, as matérias-primas absorveram a
maior parte do que o setor faturou.
Exemplificando,
basta citar que embora os preços do milho estejam, no momento, menos de 20%
acima daqueles registrados há um ano, os do farelo de soja já registram
evolução superior a 130%. Enquanto isso o preço obtido pelo frango abatido
neste ano sequer empata com o registrado em idêntico período de 2011.
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