Partindo
do princípio de que até recentemente a maior parte das cooperativas brasileiras
era essencialmente agrícola, é permitido afirmar que vêm obtendo sucesso com a
produção e exportação de produtos de origem animal, pois, por exemplo, só a
carne de frango já responde por 13,5% da receita global de todas as cooperativas
brasileiras. Isso, note-se, com um volume que não chega a representar 5% do
total por elas exportado.
O
carro-chefe na área, conforme dados da SECEX/MDIC, são os cortes de frango,
quinto produto da pauta exportadora das cooperativas. No primeiro semestre de
2012 o volume embarcado aumentou 38,5% e proporcionou receita cambial 15,2%
maior que a de idêntico período de 2011. Porém, foi registrada queda – tanto na
receita como no volume embarcado – da carne de frango salgada (12º produto da
pauta) e do frango inteiro (17º da lista).
Como, do
ano passado para cá, ocorreram mudanças na nomenclatura dos industrializados de
frango, a SECEX/MDIC divulgou apenas os dados de 2012, o que torna impossível
avaliar os resultados globais do frango neste ano com aqueles obtidos em 2011,
no mesmo semestre.
Considerando-se,
porém, os outros três itens exportados (cortes de frango, carne de frango
salgada e frango inteiro), observa-se que, para um aumento de 7,5% na receita
cambial, foi preciso que o volume exportado aumentasse 28,7%. Ou seja: se
também a carne de frango tivesse acompanhado a redução no volume global
exportado pelas cooperativas no semestre (-1,8% em relação ao mesmo semestre de
2011), a receita cambial obtida com a carne de frango talvez tivesse recuado mais
de 20%.
Quer
dizer: ainda que tenha participação decisiva na formação da receita cambial das
cooperativas, a carne de frango parece estar proporcionando retorno aquém da
média obtida com outros produtos exportados.
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