O pinhão manso pode ser considerado
uma das mais promissoras oleaginosas do sudeste, centro-oeste e nordeste do
Brasil, para substituir o diesel de petróleo. Diante desse cenário promissor,
começa nesta segunda-feira (16) e vai até quinta-feira (19), o V
Congresso Brasileiro de Mamona, II Simpósio Internacional de Oleaginosas
Energéticas e I Fórum Capixaba de Pinhão Manso, no Sesc de Guarapari.
O evento é uma iniciativa da Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e em parceria com o Instituto Capixaba de
Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), e tem como objetivo
desenvolver e utilizar tecnologias limpas e economicamente sustentáveis, além
de inserir o Espírito Santo no novo modelo da matriz energética nacional. Por
isso, serão discutidos os rumos da pesquisa e as perspectivas para a exploração
sustentável das oleaginosas nas diferentes regiões produtoras do Brasil.
Além disso, serão abordadas estratégias para a
redução de custos, políticas agrícolas específicas para impulsionar o
agronegócio, geração de emprego e renda e o incentivo ao desenvolvimento dos
programas de biodiesel em todo o País. Mais de 500 trabalhos técnico-científicos
devem ser apresentados a pesquisadores, técnicos, produtores rurais, e autoridades.
O Espírito Santo foi escolhido para sediar o evento
devido às características propícias para a produção de pinhão manso, sendo
implantado no Estado um polo para o desenvolvimento da cultura. Segundo o
pesquisador do Incaper e Presidente do Congresso, Márcio Adonis Miranda, o
Espírito Santo é muito rico e tem potencial para o cultivo não só de pinhão
manso, mas para diversas outras oleaginosas, como girassol, mamona e etc. “Com a
assistência técnica, o Incaper pode indicar áreas adequadas para o cultivo de
pinhão manso e outras oleaginosas”, afirmou
Sobre o
Pinhão Manso
O Pinhão Manso é uma
cultura é altamente resistente a doenças e os insetos não o atacam, pois
segrega latéx cáustico, que escorre das folhas arrancadas ou feridas. Ela
existe de forma espontânea em áreas de solos pouco férteis e de clima
desfavorável à maioria das culturas alimentares tradicionais.
Linhares, Viana, São
Mateus, Colatina e Conceição da Barra, foram os primeiros municípios do Estado a
ser introduzido material genético de pinhão manso para pesquisa, isso ocorreu
em 2003 e 2004. Os trabalhos foram realizados nas fazendas experimentais do
Incaper e em propriedades rurais e embora ainda, estejam em andamento,
sinalizam um bom potencial agronômico da cultura no Estado.
O pinhão manso é
resistente à seca e exigente em insolação, mesmo assim, a planta nativa da
região nordeste adaptou-se bem às condições ambientais capixabas. O pinhão
manso tem alta concentração de óleo na semente (37%) e contribui para
credenciar o Espírito Santo como um estado promissor na capacidade de produção
de biocombustíveis.
Joyce
Azevedo
Redação Campo Vivo
Comente
esta notícia. Clique aqui e
mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da
notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O
Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto
da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem
direito de terceiros, etc.)
Siga
o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

