O
ano safra 2011/2012, que se encerrou em junho, registrou o maior valor de
recursos aplicados em crédito para a agropecuária na história do Espírito
Santo. Ao todo, os agricultores de base familiar, pescadores e a agropecuária
empresarial acessaram R$ 1,826 bilhão, em 56,4 mil operações realizadas para
garantir investimentos e custeio em variadas culturas e criações. O valor
supera em 11,4% os recursos acessados no ano safra anterior, um recorde.“O
crédito é a principal instrumento de desenvolvimento do interior e um exemplo
prático de que o agricultor é um empreendedor e aposta no sucesso da atividade
de conduz. Neste ano safra que acabou em junho, além das atividades
tradicionais, destinamos atenção também à agricultura poupadora de recursos
naturais, como a agroecologia, a produção sustentável e o cultivo florestal”,
destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Na
agricultura familiar, para agricultores e pescadores enquadrados no Programa
Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foram R$ 659,6
milhões aplicados em 32.762 operações, onde R$ 470,8 milhões foram destinados à
realização de investimentos nas propriedades e lavouras, enquanto R$ 188,8
milhões garantiram o custeio das atividades.
Já
entre os médios e grandes produtores e os empresários da agropecuária, o valor
acessado superou R$ 1,16 bilhão, em 23.632 operações. Nesta categoria, o
montante destinado ao custeio das atividades foi maior, com R$ 888,9 milhões,
enquanto os recursos aplicados para investimentos somaram R$ 277,7 milhões.
Os
investimentos foram destinados para aplicação em todas as cadeias produtivas
desenvolvidas no Estado, tais como: cafeicultura, fruticultura, pecuária de
leite, cacauicultura, pecuária de corte, floricultura, apicultura, aquicultura,
pesca, olericultura, pequenos e médios animais (avicultura, suinocultura, etc),
empreendimentos agroindustriais, dentre outras.
Os
recursos foram disponibilizados dentro do Plano de Crédito Rural para o
Espírito Santo – Safra 2011/2012, realizado por meio de uma parceria entre a
Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag),
Banestes, Bandes, Banco do Brasil, Banco do Nordeste,ICOOB, Organização das
Cooperativas do Brasil (OCB-ES) e pelas representações do público beneficiário
do Plano, com destaque paraFederação da Agricultura e Pecuária do Estado do
Espírito Santo (Faes), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do
Espírito Santo (Fetaes) e Federação das Colônias e Associações de Pescadores e
Aquicultores do Estado do Espírito Santo.
Para
o próximo ano safra, que vai de julho 2012 a junho de 2013, o Plano de Crédito
Rural para o Espírito Santo está em fase de finalização e a previsão é que ele
seja lançado no dia 30 de julho.
Crédito rural
A
política de crédito rural no Estado do Espírito Santo busca a sustentação, o
fortalecimento e a ampliação das atividades agrícolas, especialmente aquelas
inseridas nas cadeias produtivas já consolidadas (café, fruticultura, pecuária,
silvicultura e olericultura), mas também contemplando novas atividades como a
floricultura, aquicultura, produtos orgânicos e agroturismo, entre outros. Modalidades
para tomada e aplicação dos recursos.
Custeio:
financiamento de despesas normais do ciclo produtivo da cultura ou atividade,
tais como insumos (sementes, mudas, fertilizantes, dentre outros) e mão de obra
para colheita, poda e demais tratos culturais.
Investimento:
financiamento de despesas destinadas à aquisição de bens ou serviços mais
duradouros que perpassam o ciclo produtivo da cultura, ou seja, que se estenda
por vários períodos de produção, que, por sua natureza, promove a transformação
e a modernização da atividade e da propriedade rural, como a aquisição de
máquinas, equipamentos, construção e reforma de benfeitorias, plantios e
recuperação de lavouras perenes dentre outros.
Comercialização:
financiamento de despesas próprias da fase posterior à colheita ou a converter
em espécie os títulos oriundos de sua venda ou entrega pelos produtores.
Seag
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