Brasil não mudou de namorada, diz Mendes Ribeiro sobre embargo russo

por admin_ideale

Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
declarou na sexta-feira (06) em Sinop (MT), que o Brasil recorreu a diferentes
mecanismos para minimizar os impactos provocados pelo embargo russo à carne
brasileira, vigente há um ano. Cita que a saída para reduzir os efeitos da
proibição à proteína foi encontrar novos mercados.

Em julho, uma missão daquele país estará no Brasil. “Temos
conversado com a Rússia. Mas hoje temos mais carne exportada do que antes do
embargo. Trocamos de cliente, não de namorada”, disse ao Agrodebate. Até
maio os dados do Mapa evidenciavam alta nas exportações de carne bovina pelo
Brasil. Cresceram 3,6% em volume e 3,5% em receita. Embarques de carne suína
também acompanharam o mesmo movimento ascendente. Aumentaram 4,3% apesar de a
receita ter reduzido 1,1% especialmente pela queda do preço médio.

Mendes Ribeiro diz que os diálogos com representantes russos
continuam para comprovar a qualidade do controle técnico e sanitário
brasileiro. Mas ele reconhece que deficiências apontadas pelos compradores vão
ter que ser sanadas para que o país alcance novamente o status de autorizado a
negociar. Mas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não aponta,
por outro lado, quais foram as exigências ou mesmo recomendações feitas pelos
representantes russos durante as visitas já ocorridas ao Brasil. Conforme o
Mapa, tudo para “não interferir nas negociações”.

Em Mato Grosso – um dos estados embargados – a restrição comercial
provocou queda expressiva no volume de exportações. Somente a Federação das
Indústrias do Estado (Fiemt), fala em perdas na ordem de US$ 240 milhões.
Mensalmente deixou-se de movimentar US$ 20 milhões na economia regional.

Comportamento

Entre janeiro a maio de 2011 (anterior ao embargo) foram
exportados para a Rússia mais de 17,3 mil toneladas de carne bovina. Resultado
financeiro de US$ 80.031 milhões. Com a proibição, caíram para zero os
respectivos montantes.

A Rússia comprou em cinco de meses de 2011 quase 25% da carne mato-grossense.

Já para a carne suína as consequências não foram iguais porque
plantas frigoríficas da unidade federada ainda tinham restos contratuais a
cumprirem. Até maio de 2011 as vendas atingiram 5,6 mil toneladas e US$ 18.084
milhões.

 Já em 2012 – mesma época –
os resíduos existentes somaram 25.740 toneladas e US$ 58,1 mil.

 

Agrodebate

 

 

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