Bacalhau
português, doce de leite, queijos, carnes, frutas e flores são exemplos de
produtos que os passageiros trazem na bagagem quando visitam outros países. Mas
o que muitos não sabem é que alguns produtos agropecuários possuem restrições
para o trânsito internacional. O Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento (Mapa) veda a entrada de alimentos que possuem ingredientes de
origem animal visando impedir o ingresso de pragas vegetais e agentes de
doenças que podem comprometer a sanidade e a produção agropecuária do Brasil.
O
Ministério da Agricultura, por meio do Serviço de Vigilância Agropecuária
Internacional (Vigiagro), é responsável pela inspeção das bagagens dos
passageiros que entram no País. “É um trabalho de cunho educativo. Os produtos de
origem animal requerem condições de armazenamento especiais para evitar riscos
à saúde humana. Por meio desses produtos ilegais a população poderá trazer
doenças de animais, de plantas, de insetos e comprometer a agropecuária
brasileira”, explica o chefe da Unidade do Vigiagro no Aeroporto Internacional
de Brasília, Luiz Fernando Ribeiro de Barros.
Itens
de origem animal e vegetal, como alimentos, plantas, sementes, animais vivos ou
peles e tabaco não podem ser trazidos e nem levados a outros países sem
autorização prévia e certificação fitozoossanitária do Mapa e dos órgãos
responsáveis dos países de destino. A regra também vale para vegetal in natura.
Apenas produtos de origem vegetal com um grau de processamento maior estão
liberados para viagens internacionais, tais como: óleos, álcoois, frutos em
calda, chocolate, café torrado e moído, gomas açucaradas, sucos, corantes,
frutas e hortaliças pré-cozidas, vinagre, picles, polpas, vegetais em conserva,
arroz, farinha e erva-mate industrializada.
De
janeiro a junho de 2012, o Aeroporto Internacional de Brasília apreendeu um
total de 1.600 quilos de produtos ilegais no desembarque.Em 2011 foram mais de
2.665 quilos. “Isso significa uma estimativa de um crescimento de 50% se
comparado ao ano passado” destacou Luiz Fernando Ribeiro de Barros.Os
passageiros mais notificados são os que vêm dos voos de Portugal. Os líderes em
apreensão são os lácteos (41%), pescado (22%), embutidos (10%), seguido de
sementes, mudas e plantas.
O
Vigiagro atua ao lado da Receita Federal e da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) na fiscalização de bagagens de passageiros vindos do
exterior. Os produtos apreendidos, por não possuírem certificação sanitária de
origem nem autorização, são considerados inaptos ao consumo humano e são
destruídos.
Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento
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