Vinte e duas – das 40 – seções sindicais e que reúnem servidores que atuam na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já aderiram ao movimento nacional grevista, deflagrado nesta segunda-feira (25). A informação é do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf). Os profissionais reivindicam uma série de melhorias e alegam não estarem sendo os acordos cumpridos. De acordo com a entidade, apenas 31 das 87 cláusulas apresentadas foram atendidas.
Conforme o sindicato nacional, no Centro-Oeste brasileiro entre os que aderiram ao movimento estão servidores que atuam na Embrapa Sede (Brasília); Gado de Corte (MS), Pantanal (MS), Hortaliças (Brasília), Arroz e Feijão (GO), Agrossilvipastoril (MT), Dourados. Mas a adesão pode ganhar mais força, uma vez que outras seções realizam assembleias para deliberar sobre a greve.
Há mobilização grevista em estados como o Pará, Amazonas e Rondônia, informou nesta sexta o sindicato. Em nota, o Sinpaf disse haver “20 cláusulas acordadas parcialmente e 35 não acordadas, somando os itens econômicos e sociais”.
No tocante à pauta salarial, o sindicato da categoria cobra 5% sobre a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA). Já a Embrapa manteve a proposta de reajuste zero acima da inflação, elencou o Sinpaf.
Condições de trabalho
Na lista de cobranças estão aquelas que envolvem condições de trabalho dos profissionais que atuam na área de pesquisa agropecuária, todas pendentes conforme a entidade. Englobam, por exemplo, plano de assitência médica dos trabalhadores da empresa, assédio moral, advertência e punições, redução de jornada de trabalho, licença para atividades culturais e educativas, liberação em dia de pagamento, quadro de pessoal, qualidade de vida em campos experimentais, auxílio creche, auxílio educação, licença paternidade, licença por adoção, entre outras.
“O importante é que se faça agora um movimento unitário em nível nacional para que possamos convocar a Embrapa e o governo para sentar à mesa e avançarmos nas propostas sociais e econômicas e na garantia dos direitos sociais conquistados”, afirmou Vicente Almeida, presidente do SINPAF em nota.
Agrodebate
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