Destravar o crédito, criar condições para a expansão da cacauicultura e a aumentar a produtividade regional, foi o objetivo da reunião que aconteceu nesta quinta-feira (24) em Ilhéus, sul da Bahia com o Governo do Estado, através da Secretária de Agricultura da Bahia (Seagri), em parceria com o governo federal e agentes financeiros.
O secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo, Eduardo Salles iniciou o encontro apresentando o histórico de conquistas para os produtores, através das ações que foram desenvolvidas pela secretaria para viabilizar a renegociação das dívidas e informou que, o objetivo do encontro é apresentar as instituições o potencial produtivo e “traçar um diagnóstico da região, identificar as dificuldades e destravar o crédito”, afirmou.
Presente na reunião, o representante do Banco do Brasil (BB), João Batista, destacou a importância de a instituição estar junto com o produtor e viabilizar meios de renegociação para que possam ser inseridos novos investimentos na lavoura. “É muito importante que possamos juntos encontrar uma solução para a dívida e renegociar, com o propósito de viabilizar a produção de cacau na região”, salientou Batista.
Para o representante do Banco do Nordeste, José Menezes, a iniciativa mostra que a instituição tem interesse em auxiliar o produtor e colaborar para o destravamento do crédito. “Queremos que o produtor perceba que temos a intenção de colaborar e viabilizar novos créditos, através do diagnóstico que será levantando em parceria com o governo e com as instituições ligadas a cacauicultura”, afirmou Menezes.
Preocupado com a produção de cacau e a possível falta do principal ingrediente do chocolate, Rodrigo Chateaubriand, representante da Associação das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) destacou que o consumo do chocolate no mundo tende a crescer e por isso é “imprescindível que a região volte a ser um das maiores produtoras do fruto, uma vez que em outros países (também produtores) a produção de cacau tende a cair nos próximos anos”, informou. E certamente as indústrias comprarão a matéria prima produzida na região, o que pode ser uma segurança para os bancos, uma vez que o cenário se mostra favorável.
Também estava presente na reunião representando a Ceplac, Milton Conceição, que falou das tecnologias disponíveis para o aumento da produtividade na região, e indicou as necessidades de recursos para o custeio, o presidente da EBDA, Elionaldo Teles, que abordou a importância da assistência técnica prestada pela instituição aos produtores familiares, dirigentes de sindicatos rurais, associações e cooperativas de Ilhéus além de gerentes das agências dos bancos e secretários de agricultura dos municípios. Participaram também representantes da Associação de Produtores de Cacau (APC), Instituto Pensar Cacau (IPC),Fetag e Fetraf.
Mercado do Cacau
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