As expectativas para a safra deste ano no Estado são as melhores. De acordo com Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) a produção brasileira de cafés (arábica e conilon) em 2012 será de 50,45 milhões de sacas, e a do Espírito Santo 12,22 milhões, um recorde para ambos, confirmando o Estado como o segundo produtor nacional, e Minas Gerais como o primeiro.
Somente neste ano as lavouras capixabas de conilon, deverão produzir 9,36 milhões de sacas, superando em 10,20% a produção da safra passada. Esses dados fazem do Estado o principal produtor de conilon no Brasil, responsável por 76% da safra nacional, que será de 12,32 milhões de sacas.
Já no arábica, a safra nacional será de 38,13 milhões de sacas e a capixaba de 2,86 milhões de sacas. Segundo o Secretário Estadual de Agricultura, Enio Bergoli, esses dados são resultados, principalmente, pelo uso de tecnologias pelos cafeicultores como lavouras clonais, irrigação, podas e nutrição adequadas nas lavouras.
De acordo com o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Evair Vieira de Melo, o Estado possui um planejamento para a agricultura até 2025 e, para isso, está sendo desenvolvido um programa arrojado de pesquisa, por meio do Incaper e parceiros, que pretende revigorar e revitalizar as lavouras de café. “As novas lavouras que foram plantadas dentro do programa de revitalização, e que foram tratadas com as tecnologias desenvolvidas, chegaram neste ano no período de produção, o que também ajuda a entender a ampliação da safra”, afirmou.
O Espírito Santo ocupa menos de 0,5% do território brasileiro. Nessa pequena área, a cafeicultura está inserida numa área aproximada de 500 mil hectares, responsáveis pela produção anual de 11,5 milhões de sacas, entre arábica e conilon, oriundas de 60 mil propriedades rurais. A cafeicultura é a mais importante atividade econômica e social para o interior do Estado, cerca de 80% dos municípios têm a atividade como fonte dinâmica na geração de emprego e renda.
Dentro da produção de café estadual, aproximadamente 73% é de conilon e 26% de arábica. O conilon é cultivado em 64 municípios, em regiões quentes, com altitudes inferiores a 500 metros. Os maiores produtores são Vila Valério, Jaguaré, Sooretama, Linhares, Rio Bananal, São Mateus, Nova Venécia, Pinheiros, São Gabriel da Palha, cuja produção de cada município é superior a 400 mil sacas por ano.
Já o arábica é produzido em 43 municípios capixabas, em regiões com altitude superior a 500 metros, envolvendo 20 mil propriedades. Cerca de 70% da produção advém das regiões do Caparaó e Serrana, sendo que os principais municípios produtores são Brejetuba, Iúna, Vargem Alta, Muniz Freire, Irupi, Ibatiba. A produtividade média no Estado é de 15,2 sacas beneficiadas/ha, mas muitos produtores alcançam produtividades superiores a 40 sacas/ha, atingindo até 80 sacas/ha.
O investimento do Estado em ações para a manutenção e desenvolvimento da cafeicultura aproxima-se dos R$ 60 milhões.
Joyce Azevedo
Redação Campo Vivo
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