O turismo cultural é a principal característica do Festival Vale do Café, que chega este ano à sua nona edição, com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. O evento começa no próximo dia 22 de julho e vai até o dia 31 do mesmo mês.
Idealizado pela harpista brasileira Cristina Braga, o evento congrega 14 municípios do interior fluminense, que têm a oportunidade de mostrar a turistas nacionais e estrangeiros um pouco da história, arte e tradições da região, cujas fazendas seculares a tornaram conhecida como o Vale do Café.
O diretor-geral do festival, Nelson Drucker, disse, em entrevista à Agência Brasil, que o evento inova este ano, ao celebrar um acordo com o Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae-RJ), para capacitação da mão de obra, inicialmente em três municípios, para que o turista seja mais bem atendido na região.
Durante os dez dias do festival, várias fazendas históricas abrem para visitação, oferecendo ao público um concerto e um café típico. Como o número de fazendas vem aumentando a cada ano – atualmente, são 14 -, Drucker disse que começará a ser feito um rodízio, a partir desta edição.
– É interessante para o turista, porque ele vai conhecer mais fazendas – avaliou.
A Fazenda Santa Bárbara, por exemplo, tem o maior acervo sobre o imperador Dom Pedro II.
– O dono viaja, anualmente, pelo mundo, para comprar documentos sobre Dom Pedro, em leilões, e contrata, no dia, um historiador para fazer a visita guiada – contou.
O festival leva também eventos gratuitos para as cidades. Todos os 14 municípios recebem, pelo menos, um evento gratuito de qualidade em praça pública, teatro ou igreja. Graças a acordo firmado com a Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, o balé do Theatro Municipal se apresentará em Paracambi, cidade com população de cerca de dez mil habitantes, “que nunca teve um movimento desses”. A orquestra e o coro do Theatro Municipal executarão trechos da ópera Nabuco, em Barra do Piraí.
O festival tem reflexo positivo sobre a economia local, gerando renda e contratação de mão de obra. O evento remunera cerca de mil profissionais e acumula um público de mais de 600 mil pessoas desde a edição inicial, em 2003, de acordo com pesquisa do Sebrae. Na parte gastronômica, são realçados os pratos da culinária local, tanto nos restaurantes como nos botecos.
Agência Brasil
Comente esta notícia. Clique aqui e mande sua opinião.
(É necessário colocar nome completo, e-mail, cidade e o título da notícia comentada. Todos os comentários enviados serão avaliados previamente. O Portal Campo Vivo não publicará comentários que não sejam referentes ao assunto da notícia, como de teor ofensivo, obsceno, racista, propagandas, que violem direito de terceiros, etc.)
Siga o Campo Vivo no Twitter @CampoVivo
O Campo Vivo também está no Facebook

