Um estudo feito pela consultoria alemã Kleffmann concluiu que o Brasil tem um dos menores gastos com defensivos agrícolas em relação ao volume produzido. Para a indústria do setor, isso mostra a eficiência no uso da tecnologia. Representantes da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) apresentaram esses dados nesta semana na Câmara Setorial da Soja e no Senado Federal.
A consultoria comparou o Brasil e diversas outras regiões. A conclusão é que o país tem uma das menores relações entre o gasto com defensivos e o volume de alimentos, fibras e bioenergia produzido por safra. Em 2009, o valor ficou em pouco mais de US$ 7. Nos Estados Unidos, passou de US$ 9. Na Argentina, foi maior que US$ 12. Na União Europeia, superou os US$ 20. Para a Andef, que representa a Indústria Brasileira de Defensivos, isso mostra a eficiência no uso desse tipo de tecnologia.
– A nossa aplicação de defensivos por tonelada produzida é um dos menores do mundo. De 2004 a 2009, se todos os países tiveram uma incorporação dos gastos de tecnologia com os defensivos, o Brasil teve um crescimento de 1,5% no período – relatou o diretor executivo da Andef, Eduardo Daher.
Na Argentina, por exemplo, o aumento de gastos com defensivos entre 2004 e 2009 foi de mais de 70%, na União Europeia, de quase 65%. Já nos Estados Unidos houve queda de 6%, o que, segundo a Andef, está ligado ao maior uso de sementes transgênicas. Daher rebate críticas de que a agricultura brasileira utiliza defensivos de forma abusiva. Ele entende até que há espaço para mais.
– O Brasil é o campeão no uso de defensivos, mas é também o campeão mundial de uso eficiente dos seus recursos tecnológicos, entre eles os defensivos e talvez, mais do que isso. Potencialmente esse mercado pode crescer muito mais porque na realidade se baseia na dependência do preço da commodity.
Canal Rural
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