Um inquérito soroepidemiológico realizado pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) comprovou a ausência da circulação do vírus da febre aftosa no Espírito Santo. As atividades de investigação se iniciaram em setembro de 2010 e envolveram exames laboratoriais em 1.800 amostras de bovinos de todo o Estado. Os trabalhos foram oficialmente finalizados nesta segunda-feira (04) após o comunicado do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informando que todos os resultados deram negativo, o que mantém o status capixaba de zona livre de febre aftosa com vacinação.
De acordo com o chefe do Departamento de Defesa Sanitária e Inspeção Animal do Idaf, Fabiano Fiúza Rangel, as ações são exigências da União Europeia para a importação da carne brasileira. “A comprovação da ausência do vírus fortalece os trabalhos de vigilância sanitária e saúde animal, aumentando a confiança dos mercados externos. Trata-se de um aspecto relevante para que possamos pleitear, futuramente, a retirada da obrigatoriedade da vacina” afirma.
Inquéritos
Fabiano Fiúza Rangel explica que foram duas as frentes de atuação. A primeira consistiu em avaliar a eficiência da vacinação, o que possibilitou estimar o porcentual de cobertura imunitária alcançado pelas duas campanhas anuais. Este trabalho abrangeu 34 propriedades e um total de 198 bovinos. O outro estudo teve o objetivo de comprovar a ausência da circulação do vírus causador da enfermidade. Foram coletadas amostras de 1548 animais, em 18 municípios, envolvendo 54 propriedades escolhidas pelo Mapa. As amostras foram submetidas a exames nos Laboratórios Nacionais Agropecuários de Minas Gerais e Pernambuco.
Rangel ressalta que estas ações só foram possíveis devido à colaboração dos pecuaristas que receberam os técnicos do Idaf em suas propriedades e permitiram a coleta de sangue dos animais. “É importante destacar que os bovinos nos quais foram feitos exames não puderam transitar até o resultado dos mesmos. Por isso, o apoio dos produtores rurais foi fundamental no processo. Eles compreenderam que a comprovação da ausência do vírus reverte-se em benefícios para eles próprios, pois fortalece o circuito pecuário e amplia as possibilidades de mercados” disse.
Jória Motta Scolforo
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