O presidente da Associação Brasileira das Entidades de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer), Julio Zoé de Brito, disse, na última terça-feira, que as políticas lançadas pelo governo para assistência técnica e extensão rural são insuficientes. “Reconhecemos os avanços dos últimos anos, mas ainda é preciso avançar”, disse.
Segundo Brito, cerca de 2 milhões de agricultores não têm hoje acesso a serviços de extensão rural. O número de técnicos disponíveis, de acordo com ele, não atende à demanda. “O crédito ao agricultor, quando é acompanhado de assistência técnica, vem mais qualificado. O produtor precisa de conhecimentos de gestão e informações sobre inovações tecnológicas para se colocar no mercado”, afirmou.
O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Laudemir Muller, contudo, disse que o governo ampliou os recursos para a área. Este ano, segundo ele, serão R$ 189 milhões para a assistência técnica e a extensão rural na agricultura familiar. “A meta do governo, que não é para este ano, é universalizar no Brasil a assistência técnica e a extensão rural. Temos de levar tecnologia para a agricultura familiar, temos de qualificar nossas políticas e quem faz isso é o extensionista”, disse.
Brito e Muller participaram de debate da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural sobre o Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012.
Agência Câmara
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