Programa Terra Sol aumenta renda de famílias assentadas no norte capixaba

por admin_ideale

 


A Superintendência Regional do Incra no Espírito Santo investiu mais de R$ 575 mil em aquisição de equipamentos, elaboração de projetos arquitetônicos e reforma de instalações visando à otimização da cadeia produtiva do café e da pimenta do reino em assentamentos da Reforma Agrária do norte capixaba.


O objetivo das ações, viabilizadas com recursos do Programa Terra Sol do Governo Federal entre os anos de 2008 e 2010, foi agregar valor à produção dos assentados, gerando desenvolvimento econômico e social nas áreas de Reforma Agrária. Estima-se que o lucro das famílias aumentou em média 15% com a implantação dos projetos em função da eliminação das despesas com a contratação de terceiros para o beneficiamento das safras de café e pimenta.


Foram nove projetos aprovados para sete assentamentos, que atendem a 410 famílias. O Terra sol prevê que todos projetos sejam elaborados e debatidos com ampla participação dos assentados, que decidem em conjunto com técnicos do Incra as prioridades de cada área, definindo também o tipo de contrapartida que será disponibilizada pelas famílias para a liberação dos recursos.


Geração de renda


O agricultor Jacinto Rossi administra com a esposa e filhos o seu lote no assentamento Zumbi dos Palmares, em São Mateus. Após atuar boa parte de sua vida como meeiro em fazendas da região, hoje obtém o sustento de sua família a partir de sua própria lavoura de 12 mil pés de café. Este ano colheu 590 sacos da fruta madura, beneficiando esta produção nos secadores e descascadores adquiridos com recursos do Programa Terra Sol. O que antes era repassado a terceiros em função da falta de maquinário próprio, atualmente toda safra é beneficiada no próprio assentamento e entregue diretamente à cooperativa da região, que revende o produto na média do preço praticado no mercado.


Na opinião de Jacinto a estrutura própria para pilagem do café tem aumentado a renda das famílias. “Ajudou muito (referindo-se aos equipamentos do Terra Sol), graças a Deus aos poucos vamos melhorando a vida”, comemora o agricultor que adquiriu recentemente com recursos do seu trabalho na lavoura uma pick-up ano 2010 para ajudar nos trabalhos diários.


O coordenador do Grupo de Cooperados Zumbi Vivo João de Jesus Ferreira (o “Mata Gato”), responsável pela administração dos maquinários de beneficiamento, explicou que se os agricultores tivessem que secar o café em equipamentos terceirizados poderiam perder cerca de 400 sacas das 2.500 produzidas pelos assentados, reduzindo em mais de 15% a renda total do conjunto de famílias (considerando o preço de mercado da saca a perda financeira aproximada seria de R$ 90 mil).


 


Girley Vieira


 


 


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