O deputado Atayde Armani defendeu a produção do caju no Espírito Santo, durante a reunião da Comissão de Agricultura, na terça-feira (07), após a apresentação do panorama da fruticultura capixaba pelo gerente de Fruticultura, da secretaria de Agricultura (Seag), Dalmo Nogueira da Silva.
Ao destacar o potencial da fruticultura capixaba e o trabalho realizado pela gerência de Fruticultura, o deputado disse que também há boas condições para o desenvolvimento do plantio do caju: “Eu acredito em um polo de caju às margens da nossa orla, seja no sul ou no norte: o caju é uma fruto que se aproveita tudo: o suco, o bagaço, e a amêndoa” – afirmou.
O deputado ainda citou como exemplo o distrito de Regência, em Linhares, onde existem propriedades com solos arenosos, inadequadas para outras culturas, mas que poderiam garantir uma boa produção da fruta e aproveitar a preferência do mercado: “O suco de caju é um dos mais vendidos e consumidos na região sudeste, e a produção – toda – está praticamente no Nordeste, e aqui, nós não temos praticamente nenhuma produção” – lembrou o deputado, diante dos dados apresentados.
Com a meta de transformar o Espírito Santo num polo diversificado de produção e industrialização de frutas para o Brasil, a Seag deverá adquirir neste ano 405 mil mudas que serão distribuídas aos agricultores.
No Estado são desenvolvidos os polos de mamão, abacaxi, acerola, uva, maracujá, banana, tangerina, morango, manga, goiaba, coco, e os pólos diversificados, com caju, pêssego, laranja e frutas vermelhas.
Durante sua apresentação, Dalmo Nogueira também informou que existem no Estado uma área plantada de 85 mil hectares e uma produção de 1,3 milhão de toneladas, que geram R$ 600 milhões, com aproximadamente 60 mil empregos e ocupações.
“O parque agroindustrial capixaba cresceu. Além disso, existe uma série de pequenas e médias indústrias muito importantes para o Espírito Santo: são mais de 23 pequenas e médias indústrias que absorvem a produção regional” – ressaltou o gerente.
Entre os desafios do setor, Nogueira disse que é preciso consolidar os polos existentes, fomentar outros, ampliar parcerias, organizar e capacitar os fruticultores, conquistar novos nichos de mercado, aumentar a oferta de frutas para as indústrias, e melhorar a logística, em rodovias, aeroportos e nos portos do Estado. O presidente da OCB, Esthério Colnago, também participou da reunião.
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