Serrotes alemães. Moinho de café polonês. Rádio da década de 1950. Objetos utilizados pelos italianos. A imigração europeia que se instalou no Espírito Santo e foi responsável pelo desenvolvimento de várias regiões pode ser relembrada no museu que o jovem Joabe Caldeira tem na sua casa. Quando o linharense visitou o Rio de Janeiro pela primeira vez, em 1998, ganhou sua primeira peça e começou a colecionar objetos antigos.
Doze anos depois, já são aproximadamente 300 peças que Joabe guarda com carinho. “Isso representa a história. As próximas gerações precisam ter conhecimento de como foi essa trajetória histórica. Tenho prazer em colecionar e adquirir novos objetos”, diz. E é só observar as peças para perceber como a região conseguiu se desenvolver. O ciclo da madeira, por exemplo, é retratado na máquina de calcular que era usada para fazer as contas na época, além de patola que era utilizada para virar toras de madeira.
Um dos rádios da coleção é dos anos 50 e, provavelmente, um dos primeiros que chegaram ao município de Rio Bananal, antes pertencente a Linhares. “A pessoa de quem adquiri, de família tradicional na região, disse que foi o primeiro rádio do município ribanense”, diz o colecionador.
Vários objetos de carpintaria também fazem parte do museu. Utilizados, e muito deles fabricados, pelos imigrantes europeus que chegaram para desbravar a região, os objetos serviam para fazer os serviços da casa e da lavoura.
A paixão de Joabe pelos objetos antigos pode ser observada em suas palavras, apresentando cada objeto. O colecionador sonha em poder ter uma área adequada para expor suas peças para que o público possa ver cada objeto e conhecer parte da história do Espírito Santo através deles.
Revista Campo Vivo
matéria publicada na edição 08

