Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do coco no Norte do Espirito Santo, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) reuniu no município de São Mateus, nesta segunda-feira (09), representantes de uma empresa privada, técnicos do Incaper, agentes financiadores e produtores.
Durante a reunião foram apresentados os resultados dos grupos de debates, iniciados em um encontro anterior, que discutiram a criação de um modelo de contrato entre empresa e produtor; capacitação e assistência técnica; sistema e custo de produção; crédito rural por meio das instituições bancárias e a grade agroquímica.
Participaram do evento o secretário da Agricultura, Enio Bergoli, o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o vice-prefeito do município, Mauro Peruchi, dentre outras autoridades.
O secretário Enio Bergoli destacou que a Seag está trabalhando para consolidar a cadeia produtiva do coco no Estado que vai beneficiar diretamente os produtores rurais. “Com a ampliação das duas agroindústrias da região, está aberta uma oportunidade de comercialização nos meses em que não há demanda no turismo do litoral. A tendência é que tenhamos uma garantia de mercado o ano todo e uma menor irregularidade de preços, que afeta negativamente a renda dos fruticultores” afirmou.
“Essa discussão é extremamente importante para nós produtores de coco do Norte do Espírito Santo e a partir dela vislumbramos um futuro promissor para nossa região graças à participação do Governo do Espírito Santo”, comemorou o produtor e presidente do Sindicato Rural de São Mateus, Edvaldo Permanhane.
Comitê gestor
Durante o evento, o secretário deu posse ao Comitê Gestor que vai fomentar a cultura do coqueiro anão para ser um instrumento de promoção do desenvolvimento regional e da sustentabilidade da produção agrícola do estado do Espírito Santo.
O Comitê é formado por representantes da Seag e suas autarquias: o Incaper, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e a Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES), além de profissionais das prefeituras de São Mateus, Pinheiros, Conceição da Barra, Vila Valério e Linhares, de representantes da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/Mapa-ES), da Faes/Senar- ES, do Sebrae-ES, e da agroindústria.
“Com a implementação de um plano de ação que construiremos de forma conjunta com todos os elos da cadeia produtiva do coco, vamos não só recuperar e ampliar lavouras, mas gerar mais emprego e renda para região Norte do Espírito Santo”, apontou o secretário Enio Bergoli.
Coqueiro anão
A cultura do coqueiro anão no Espírito Santo data da década de 1960, quando houve interesse em atender ao consumo de água de coco no litoral capixaba. A partir da década de 1990, o cultivo comercial cresceu, atingindo municípios do litoral norte.
A estimativa é de existam 10 mil hectares de área plantada, atualmente no Estado, com uma produção anual de 100 milhões de frutos.
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