Borracha atinge valor recorde

por admin_ideale

 


Os preços da borracha atingiram alta recorde no mercado interno, onde seguem cotados a R$ 9,71 por quilo do granulado escuro, que é o principal produto do Brasil, usado na indústria de pneus. Os preços se situam em patamares 53% superiores aos registrados em igual período do ano passado.

A alta das cotações é explicada por uma série de fatores. Entre eles, destacam-se a redução da produção de látex na Tailândia, Indonésia e Malásia, devido ao aumento na taxa de renovação nos seringais destes países. “Além disso, o crescimento industrial da China tem sido muito forte, o que aumentou a demanda mundial pelo produto”, avalia Heiko Rossmann, diretor-secretário da Apabor — Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha.

De acordo com Rossmann, o aquecimento do mercado automobilístico brasileiro, o quarto maior do mundo, também ajudou a elevar as cotações, que começaram a subir no final do ano passado. “A tendência é de que os preços se mantenham em altos patamares durante este ano”, estima o diretor. Isso porque as chuvas registradas na Tailândia — maior produtor e exportador mundial — desde o início do ano já estão afetando a oferta mundial.

No Brasil o reflexo da alta das cotações pode ser verificado no campo. “Os produtores estão buscando expandir a área de cultivo”, diz Rossmann. Os investimentos visam ampliar a produção nacional de borracha, que é menor que a demanda. Em 2010 o Brasil produziu 130 mil toneladas e consumiu 385 mil toneladas do produto. Parte da demanda nacional é suprida com compras na Tailândia e Malásia que custaram ao país US$ 790 milhões em 2010.

Ainda assim, de acordo com cálculos do executivo, para fazer frente à demanda interna, estimada em 627 mil toneladas em 2020 seria necessário cultivar 250 mil hectares de seringueira neste ano. “Os investimentos necessários para implantar essa área seriam da ordem de R$ 2 bilhões, mesmo valor que deve gasto nas compras externas em 2020, caso o cultivo não cresça no país”, diz o executivo que defende uma maior aceleração na expansão do plantio.


Hoje o Brasil tem 150 mil hectares cultivados com seringueiras, 57% da produção está concentrada em São Paulo, que conta com 4.300 produtores. Implantar a área de 250 mil hectares significa gerar 40 mil empregos no campo e criar uma demanda de 7 mil sangradores, pessoal que poderia ser absorvido do segmento sucroalcooleiro, que por conta da mecanização da colheita está dispensando pessoal.


 


Globo Rural Online

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar