Técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), do Instituto Capixaba de Pesquisa Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), estiveram nos municípios de Ubatuba e São Luiz de Paraitinga, São Paulo, no decorrer desta semana, para conhecer o “Projeto Juçara”, que se caracteriza pela divulgação e expansão da utilização dos frutos da palmeira juçara, principalmente as oriundas de áreas naturais, na produção de polpa alimentar.
De acordo com o chefe do Departamento de Recursos Naturais Renováveis do Idaf, Eduardo Chagas, a palmeira juçara possui uma fruta de qualidade, muito similar à do açaí, sendo fonte de energias, vitaminas e sais minerais. “A espécie é importante para o Espírito Santo, pois é uma espécie nativa e atualmente está ameaçada de extinção. A visita teve por objetivo conhecer a experiência de São Paulo para viabilizar a sua aplicação no Estado” afirma ele.
Eduardo destaca ainda que a retirada do fruto ocorre sem danos à planta e aos fragmentos florestais, contribuindo para a conservação da mata atlântica e para a geração de renda às comunidades rurais. É importante ressaltar que no Estado o corte da palmeira Juçara de origem nativa, para obtenção do palmito, é proibido.
Projeto Juçara
O “Projeto Juçara” é realizado pelo Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica (Ipema) em parceria com a Associação para Cultura, Meio Ambiente e Cidadania (Akarui). A metodologia consiste em promover a participação das comunidades e agricultores em todas as etapas, para que possuam uma visão completa das fases da cadeia produtiva. O Projeto atua, mais especificamente, no Parque Estadual da Serra do Mar e seu entorno.
Jória Motta Scolforo

