Na última safra de maracujá na região norte capixaba, o resultado não foi o esperado pelos produtores: toneladas em excesso fizeram a concorrência do fruto aumentar e os preços caírem a tal ponto em que só quem tinha contrato assinado anteriormente com empresas beneficiadoras conseguiu melhores resultados. Outros produtores chegaram a jogar frutos fora devido ao preço muito baixo e falta de mercado. Mas a safra de 2011 deve ser diferente do ano passado, com menos oferta do fruto.
Na Cooperativa de Produtores Rurais de Jaguaré (Coopruj), maior cooperativa de maracujá do Brasil, uma das medidas implantadas para evitar uma super safra está sendo não admitir mais associados que produzem maracujá, mas incentivar que estes plantem novas culturas apoiadas pela cooperativa. O objetivo é equilibrar a produção e evitar a produção excessiva da cultura.
O presidente da Coopruj, Fábio Fiorot, afirma que a safra deste ano não será como a última. “Não vamos ter uma safra tão grande como tivemos ano passado. Antes, tínhamos uma área plantada muito grande e sem controle nenhum. Mas agora já está tudo sendo controlado para que nem esta (safra que começou a ser colhida), nem a próxima safra sejam exageradas. Temos a expectativa de que se mantivermos o controle, os preços irão se manter em torno de R$ 0,60 líquidos por quilo para o produtor”, explica Fábio Fiorot.
Embora a expectativa de lucro com o plantio de maracujá seja boa, o presidente da Coopruj aconselha a não plantar agora. Segundo ele, antes de aderir à cultura da fruta, o produtor deve consultar uma cooperativa para saber como andam as áreas já plantadas. “Aqui na nossa região, nós ainda temos uma área muito grande plantada, então o momento não é de plantio”, diz.
Redação Campo Vivo
Láyna Arpini

