Ceasa registra alta de quase 36% na oferta de maracujá

por admin_ideale

O início da safra do maracujá já vem alterando a oferta da fruta no mercado atacadista, com preços mais baixos para o consumidor. Nos armazéns da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES) já é possível perceber o aumento na movimentação que, no intervalo de uma semana cresceu quase 36%.


Os 22.380 quilos disponíveis nesta sexta-feira (25) superam em 35,8% a oferta da sexta da semana anterior (18/03), quando foram comercializados 16.485 quilos. “Em nosso Calendário de Comercialização de produtos hortigranjeiros, baseado na série histórica dos anos de 2006 a 2010, sabemos que a fruta tem alta na oferta neste período. Além de reduzir os preços ao consumidor, o maracujá dá suporte ao mercado produtor de sucos e polpas, que é crescente no Estado”, explicou o diretor-presidente da Ceasa/ES, Luiz Carlos Prezoti Rocha.


A fruta foi vendida nesta sexta (25) ao preço médio de R$ 1,00 o quilo, o que representou uma queda. Mesmo assim, o agricultor Luiz Stange, de Santa Teresa, aposta no plantio familiar. Ele, que trabalha com ajuda de cinco filhos, levou para o mercado 46 caixas de 15 quilos cada.


“É uma boa fruta para negócio, pois é utilizada em polpas, sucos e vendida para ser consumida in natura. A oferta está em alta e, com a boa produção, os preços caem”, lembra. O produtor destaca que cultiva a fruta há cinco anos. “Nossa produção cresce a cada ano. A próxima safra será ainda maior”, aposta Stange.


Para medir os efeitos da safra, o produtor lembra que, no período de entressafra, o maracujá alcançou R$ 30,00 a caixa. Hoje, o preço médio varia entre R$ 8,00 e R$ 12,00, dependendo do tamanho dos frutos.


Origem


A importância econômica do maracujá para o Estado é ressaltada também na origem do produto. Este ano, 97,86% da fruta já comercializada na Ceasa/ES foi plantada em solo capixaba. Vinte municípios forneceram o produto ao entreposto e dois se destacaram na oferta: Afonso Cláudio, com 290.880 quilos, e Santa Maria de Jetibá, com 130.855 quilos.


O total comercializado em 2011 pelos municípios capixabas já é superior a 800 mil quilos. Bahia e Pernambuco também colaboraram com o fornecimento da fruta para o mercado local, porém em menor escala.


 


Stephenson Grobério

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