O deputado Moacir Micheletto (PMDB-PR) defendeu nesta quarta-feira (23) a recriação da Empresa Brasileira de Extensão Rural (Embrater) extinta no governo Collor. “Foi um crime o que aquele governo cometeu ao acabar com o sistema de extensão rural em nosso país de tantos serviços prestados à agricultura e a pecuária brasileiras”. O deputado participou dos debates promovidos pela Frente Parlamentar da Assistência Técnica e Extensão Rural para discutir o substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB) que altera o Código Florestal Brasileiro.
Segundo Micheletto, quando o Código Florestal for aprovado, os extensionistas podem se transformar em verdadeiros instrumentos de divulgação da nova legislação ambiental, levando ao conhecimento dos produtores rurais o que será permitido para que eles não se transformem em transgressores da lei e não sejam tratados como criminosos como ocorre hoje em dia”, destacou. Para o deputado, que foi extensionista, não existe no Brasil ninguém melhor que o extensionista para alcançar o interior do país e orientar o produtor sobre as questões ambientais e produtivas.
Na opinião do deputado Valdir Collato (PMDB-SC), não há como implantar uma política de proteção ambiental no País sem a participação dos órgãos de extensão rural. “Nós, técnicos, fomos muito omissos nesses últimos anos na proteção de nossos produtores e deixamos só os ambientalistas atuarem”, sustentou o deputado, que é engenheiro agrônomo.
O parlamentar ressaltou que os próprios agrônomos costumavam aconselhar os produtores rurais a utilizar as margens de córregos. “O governo mandou cortar a mata ciliar para acabar com a malária”, acrescentou.
O presidente da Emater do Ceará, José Maria Pimenta, também lembrou que ele próprio já trabalhou em um programa chamado Pró-várzea, que drenava as águas principalmente no Vale do São Francisco. Collato acrescentou: “agora todos os agricultores que fizeram isso viraram bandidos”.
As informações são da assessoria de imprensa do deputado Moacir Micheletto.

