Nos últimos 33 anos, os valores médios do café no mercado internacional nunca estiveram em um patamar tão elevado. O indicador de preços medido pela Organização Internacional do Café (OIC), que leva em conta os valores dos cafés suaves colombianos, suaves de outras origens, os naturais brasileiros, o café robusta e também as cotações de Nova York, fechou fevereiro a US$ 2,1603 por libra-peso, o maior nível desde 1977.
Diante da atual conjunta, os preços em Nova York tiveram a terceira alta consecutiva e já se aproximam dos US$ 3,00 por libra-peso. Ontem, os contratos com vencimento em maio fecharam o dia a US$ 2,9485 por libra-peso, ganho de 765 pontos, ou 2,66%.
Com níveis tão atrativos, as exportações crescem em um ritmo superior à capacidade de produção. Dessa forma, os estoques nos países exportadores, segundo a OIC, estavam em 13 milhões de sacas em outubro do ano passado, primeiro mês da safra 2010/11. “Nos países importadores os estoques eram de 18,3 milhões de sacas em dezembro de 2010”, diz o relatório da OIC.
Valor Econômico

