A oferta de goiaba nos armazéns da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES) atingiu, nesta quinta-feira (03), 27 mil quilos. O total supera em 29% a oferta da quinta-feira da semana anterior (24/02), quando foram comercializados 20.916 quilos.
De acordo com Luiz Carlos Prezoti Rocha, diretor presidente da empresa, o período de safra é determinante para a alta na oferta da goiaba. “Em nosso Calendário de Comercialização de produtos hortigranjeiros, baseado na série histórica dos anos de 2006 a 2010, sabemos que a goiaba tem alta na oferta nos meses de fevereiro e março. Além de reduzir os preços ao consumidor, a fruta dá suporte ao mercado produtor de sucos e polpas, que é crescente no Estado”, lembra Prezoti.
A fruta foi vendida nesta quinta-feira (03) ao preço médio de R$ 0,85. Mesmo com o preço em queda, o agricultor Saulo Stelzer Barcelos, de São Roque do Canaã, aposta na fruta. Stelzer trouxe ao mercado 700 caixas, com peso variável de 12 a 18 quilos cada.
“É uma boa fruta para negócio, pois é utilizada em polpa, suco e vendida para ser consumida in natura. A oferta está em alta, mas isso dura pouco. No fim de 2010, por exemplo, uma caixa de 18 quilos chegou a custar R$ 50,00 e não havia goiaba no mercado. Agora, com o pico da safra, vendemos por R$ 10,00 ou R$ 15,00”, destaca ele. A propriedade familiar de Stelzer possui mil pés da fruta.
Municípios capixabas lideram
A importância econômica da goiaba para os municípios capixabas é ressaltada também na origem do produto. Em 2010, 98,74% da fruta comercializada na Ceasa/ES foi colhida no Estado. Dois municípios se destacaram na oferta: São Roque do Canaã, com 2,1 milhões de quilos de goiaba e Afonso Cláudio com 720 mil quilos. O total comercializado em 2010 pelos municípios capixabas foi de 3.252.979 quilos. São Paulo e Minas Gerais também colaboraram com o fornecimento da fruta para o mercado capixaba, em menor escala.
Stephenson Grobério

