Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do coco no Norte do Espirito Santo, a Secretaria de Estado da Agricultura reuniu, nesta quinta-feira (03), no município de São Mateus, representantes de uma empresa privada, técnicos do Incaper, agentes financiadores e produtores.
Durante a reunião, foram debatidos assuntos técnicos para ampliar a produção no polo de coco e a questão da remuneração média dos produtores, garantindo assim a segurança de compra do produto pelas indústrias.
Participaram do evento o secretário da Agricultura, Enio Bergoli, o diretor-presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, o prefeito do município, Amadeu Boroto, o gerente de indústria da PepsiCo, Rafael Dias, dentre outras autoridades.
No início das atividades, Rafael Dias apresentou a empresa aos participantes e apontou que a empresa possui duas fábricas para produção de água de coco: uma em Petrolina, com capacidade para 175.000 Litros/dia; e outra em São Mateus, com capacidade para 131.328 Litros/dia.
“Nós fechamos o mês de fevereiro deste ano com a produção de 240.440 mil litros, mas nós temos capacidade para dobrar essa produção e até estrutura para dobrar nosso pátio. Nós só precisamos de matéria prima aqui no Estado, já que hoje temos que trazer de fora”, avaliou Rafael.
O secretário Enio Bergoli destacou que nos últimos nove anos o Espírito Santo perdeu um terço da área cultivada pelo coqueiro anão, passando de 15 mil hectares para 10 mil, devido a problemas com a falta de irrigação, com a plantação em áreas inadequadas, pouca adubação, entre outras dificuldades.
“Hoje temos duas empresas no Estado que têm interesse em adquirir o produto de produtores locais, mas infelizmente temos uma cultura estagnada. Por isso estamos aqui, para discutir a implementação do polo de coco e ajudar no fomento da plantação, uma vez que já que temos tecnologia e mão de obra do Incaper para isso”, afirmou Enio Bergoli.
“Temos que aproveitar essa oportunidade e esse mercado, que está aberto aos nossos produtores. Já sabemos os erros do passado e não vamos mais cometê-los, por isso vamos usar toda tecnologia e capacitação que o Incaper e Senar podem proporcionar, para ajudar a produção agrícola e apresentarmos uma boa produtividade nacional”, apontou Enio.
Já o presidente do Incaper, Evair Vieira de Melo, destacou o papel do Instituto no processo de melhoramento e na ampliação da produção coco. “O bom andamento deste polo vem de encontro à política do Governo do Espírito Santo, que é a erradicação da pobreza, e com o incremento na produtividade de coqueiro anão verde, que é a variedade mais indicada para cultivo no Estado, vamos prestar um serviço técnico de qualidade. Vamos primar pela adoção de práticas avançadas de manejo nas plantações, como adubação, irrigação e controle fitossanitário, possibilitadas pela assistência técnica e treinamento dos agricultores”, destacou Evair.
Durante o evento, o secretario Enio Bergoli definiu agendas, ainda para o mês de março, com os setores públicos e privados, para a criação de um modelo de produção para os produtores. Dentre elas estão: a criação de um modelo de contrato, entre empresa e produtor; capacitação e assistência técnica; sistema e custo de produção; crédito rural, por meio das instituições bancárias; grade agroquímica; e a criação de um comitê gestor.
Os Polos
A Seag organiza no Espírito Santo o fortalecimento e a criação de Polos de Frutas, onde o agricultor recebe incentivos especiais para produzir a variedade que mais se adapta às condições de clima e de solo, onde a propriedade está localizada. Os benefícios vão desde o repasse de mudas à garantia de comercialização da produção, que tem os contratos de compra pré-estabelecidos e com destino certo nos mercados industrial ou “in natura”.
Hoje o estado conta com 12 polos, são eles: abacaxi; acerola, banana; coco anão; diversificado; goiaba; manga; mamão; maracujá; morango; tangerina e uva.
Eduardo Brinco

