Fruta refrescante e com grande concentração de água, a melancia pode ser encontrada no mercado da Centrais de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa/ES) em duas variedades: com ou sem sementes. Para os apreciadores da fruta, a alta na oferta é mais um atrativo para adquirir o produto, que nesta quinta-feira apresentou preço médio de R$ 0,80 o quilo.
Nesta quarta-feira (16), o entreposto recebeu 86 mil quilos de melancia, um aumento de 76% em comparação com o dia 09 de fevereiro, quando foram negociados 49 mil quilos da fruta. Durante o mês de janeiro foram comercializados 1.660.941 quilos de melancia.
Uma das explicações para o aumento na oferta do produto vem das regiões Norte e Noroeste do Estado, que passaram a apostar na produção consorciada da fruta com outras culturas, como o café. Anteriormente, a Bahia era o principal fornecedor da fruta para o mercado capixaba, mas agora o cenário está alterado.
De acordo com o setor de Estatística da Ceasa, uma explicação para a mudança está na criação da Ceasa Noroeste, em Colatina. Com o mercado mais próximo do produtor, ele passou a identificar as potencialidades econômicas da região e investiu em outra alternativa para lucrar no período da entressafra do café. Os técnicos da Centrais estão fazendo trabalho semelhante com a abóbora.
Procedência
Do total de quilos negociado em janeiro – 1.660.941 – o Espírito Santo foi responsável por fornecer 38,52%, ou seja, 639.870 quilos. Dentre os municípios que mais se destacaram na oferta estão Pedro Canário, Linhares, Rio Bananal, Marilândia, Aracruz e Colatina.
Da Bahia, principalmente de Teixeira de Freitas e Caravelas, vieram outros 567.530 quilos, representando 34,16% na oferta à Ceasa. O Rio Grande do Sul também colabora com o fornecimento da fruta ao mercado capixaba. Em janeiro, 25% da melancia redonda ofertada à Ceasa veio de terras gaúchas, em especial de Arroio dos Ratos, Encruzilhada do Sul e Dom Feliciano, totalizando 425.330 quilos.
Um dos que apostam na produção da fruta é o agricultor Santo Zanotelli, de Rio Bananal. Ele chegou à Ceasa na última segunda-feira (14), com o caminhão carregado com 7 mil quilos de melancia. “Devo vender toda carga até no máximo sábado (19). As melancias pequenas, entre 6 e 7 quilos, são vendidas a um preço médio de R$ 2,50, e as maiores, de 8 a 9 quilos, saem por R$ 3,50. É um bom mercado, principalmente no verão”, lembra.
O produtor rural Bruno Arrivabene, também de Rio Bananal, chegou à Ceasa nesta quarta-feira (16) para negociar a carga de 7 mil quilos com uma loja. “A melancia vende bem, seja para os lojistas ou para o mercado atacadista. É negócio certo”, lembra.
Kodama ou japonesa
Um novo tipo de melancia híbrida à venda nos armazéns da Ceasa é a kodama ou japonesa. Conhecida dos consumidores americanos, a fruta sem caroço que lembra um melão, é bem menor que a fruta tradicional, mas tão doce quanto a espécie top gun ou formosa.
Sua polpa é mais amarelada e seu tamanho é prático, sobretudo para o consumo de pequenas famílias. Na Ceasa, o preço de uma caixa com 6 unidades pode chegar a R$ 30,00 em algumas lojas.
Stephenson Grobério

