Consumo de leite clandestino volta a ser discutido nacionalmente

por admin_ideale

 


A falta de fiscalização na comercialização de leite e seus derivados voltou a ser discutida no cenário nacional. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada dez litros de leite produzidos em todo país, três não passam por nenhum tipo de fiscalização. Em Alagoas, a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) já vem trabalhando para tentar coibir essa prática.

No estado, o trabalho começou junto às autoridades da cidade de Arapiraca, região Agreste. Segundo Aldemar Monteiro, presidente da CPLA, órgãos municipais, como vigilância sanitária e Secretaria de Agricultura estão colaborando no processo de identificação dos pequenos produtores da região. A proposta é promover uma campanha para conscientizar sobre os danos do comércio clandestino do leite.

A campanha ganhou reforço do Ministério Público Estadual, através do promotor Napoleão Amaral, que vai propor uma audiência pública na cidade de Arapiraca para discutir o que pode ser feito junto aos agricultores para garantir leite de qualidade à mesa dos alagoanos. “O leite clandestino além de não passar por nenhuma inspeção pode oferecer risco a saúde da população. Quem julga que aquele leite vindo direto do produtor é fresco e mais saudável pode está enganado”, alertou Monteiro.

A engenheira de alimentos e coordenadora do Laboratório de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Maria Cristina Delgado, explicou que o leite in natura, que não passa por nenhum processo de industrialização, tem um potencial muito grande, se manipulado e armazenado de forma incorreta, de reproduzir bactérias. Para ela o processo de pasteurização é indispensável, porque elimina a temida Salmonela e garante os valores nutricionais do alimento.

“Consumir um alimento que não tem procedência pode acarretar doenças e o leite e seus derivados são alimentos altamente perecíveis. A preocupação deve ir desde as condições de tratamento do animal, como alimentação, por exemplo, até a higiene na produção, onde normalmente se apresentam as falhas”, reforçou Maria Cristina.

Preço

A reclamação sobre os baixos preços praticados por laticínios foi contestada pelo representante da cooperativa, já que Alagoas paga R$ 0,76 por litro de leite, onde São Paulo e Minas Gerais, considerados os melhores mercados do setor no país pagam R$ 0,60 a cada litro de leite. “Alagoas e o Programa do Leite é quem melhor paga ao pequeno produtor. O leite que é vendido de porta em porta é repassado ao consumidor por atravessadores e comprado direto do produtor por preço bem abaixo do praticado”, revelou Aldemar Monteiro.

A informalidade prejudica o setor como um todo. Hoje o consumo de leite pasteurizado é 72 mil litros dia, incluindo os do Programa do Leite, Fome Zero, estima representantes do setor. “Nosso trabalho é pela valorização do agricultor familiar, não tem produto mais ligado ao pequeno agricultor, que o leite saquinho. Estamos trabalhando para que o alagoano volte a consumir o leite pasteurizado e assim fixar o homem no campo com dignidade”, finalizou Monteiro.

As informações são da assessoria de imprensa da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA).


 


Campo Vivo

Você também pode gostar

Reset password

Enter your email address and we will send you a link to change your password.

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Sign up with email

Get started with your account

to save your favourite homes and more

Powered by Estatik

Este site usa cookies para melhorar a sua experiência. Vamos supor que você está de acordo, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar