Os preços do café no mercado internacional ainda não encontraram uma barreira forte o suficiente para interromper a trajetória ascendente que teve início a partir do segundo semestre do ano passado. O indicador de preços da Organização Internacional do Café (OIC) – composto pelas médias das cotações do café brasileiro, colombiano, robusta, outros suaves e também de Nova York – encerrou o mês de janeiro no patamar mais elevado em 17 anos e dentro de uma conjunta que projeta novas altas.
A média mensal de janeiro para o indicador da OIC foi de US$ 1,973 por libra-peso. O valor representa um avanço de 7,1% em comparação ao preço de dezembro e um crescimento de 55,5% ante o mesmo período do ano passado, quando o indicador fechou a US$ 1,268 por libra-peso.
O relatório mensal de mercado da OIC chama a atenção para o fato de os fundamentos do mercado estarem fortes o suficiente para suportar essa valorização dos preços. “O volume de produção esperado para o ano-safra 2010/11, a dinâmica de crescimento do consumo mundial e os baixos níveis dos estoques continuam favorecendo os preços”, afirma o documento.
Diante de preços tão altos, as exportações brasileiras tiveram o melhor mês de janeiro dos últimos cinco anos, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Foram embarcadas no mês passado 2,72 milhões de sacas, um aumento de 9,3% sobre janeiro de 2010. Em receita, os embarques renderam ao país US$ 581,57 milhões, 50% a mais que o mesmo mês do ano passado.

