O mercado brasileiro de café registrou preços em forte alta nesta semana. A escassez de cafés de mais qualidade e a postura retraída dos vendedores acentuam a tendência de alta do mercado interno, que sobe mais do que os referenciais externos nestas primeiras semanas do ano.
Enquanto isso, o comprador mantém uma postura agressiva e tenta garantir seu abastecimento. No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa esteve cotado de R$ 490 a R$ 495 por saca na quinta-feira (03/02). No Cerrado mineiro, arábica bebida boa teve cotação também de R$ 490 a R$ 495 por saca. O café arábica “rio” tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve cotação de R$ 265 por saca. Já o conillon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, foi cotado a R$ 206 a saca.
A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) registrou no intraday da sessão de quinta-feira (03/02) um novo recorde de 13 anos e meio para o café arábica, com os contratos com entrega em março tocando em 253,60 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo operadores, a principal pressão de alta do momento vem da valorização dos preços no mercado físico brasileiro, maior produtor mundial, onde o consumo crescente e o efeito psicológico de uma safra pequena que está por vir impulsiona as cotações. Os futuros do café avançaram na sessão histórica de quinta-feira mesmo com a pressão baixista exercida pela valorização do dólar ante outras moedas.
Agência Safras

