A decisão do presidente eleito da Costa do Marfim de suspender por 30 dias as exportações de cacau do país fez os contratos futuros da commodity dispararem ontem nas bolsas internacionais. Em mais um pregão sob a influência da crise política no país africano, os papéis para maio subiram US$ 109 por tonelada na bolsa de Nova York, para US$ 3.282. Em Londres, o mesmo vencimento também teve forte valorização (47 libras) e fechou a 2.161 libras por tonelada.
No mercado brasileiro, os preços também reagiram fortemente, de uma média de R$ 82,66 na sexta-feira para R$ 85,33 ontem na região de Ilhéus e Itabuna, na Bahia.
No Brasil, os preços estão subindo, seguindo a alta internacional, mas são poucos os negócios que sendo fechados, diz Hartmann. “Como estamos na entressafra, há pouco cacau disponível”, afirma Hartmann.
Em 2010, o principal fornecedor externo da amêndoa para o Brasil foi a Indonésia com 33,7 mil toneladas seguido da Costa do Marfim, com 14,2 mil toneladas. “O cacau da Indonésia traz vantagens de preços”, diz Hartmann. O cacau é a principal fonte de receita do país, que responde por cerca de 40% das exportações globais da commodity.
Valor Econômico

