Siqueira explica ação do Tricovab na lavoura de cacau

por admin_ideale

 


Devastando plantações de cacau desde a década de 1980, a vassoura-de-bruxa é a doença que consome mais custos dos produtores cacaueiros do Brasil e a mais difícil de ser combatida. Por isso, a Ceplac do Estado da Bahia desenvolveu nos últimos anos um biofungicida capaz de exterminar essa praga, conhecido como Tricovab. A utilização do Tricovab já foi liberada pelos órgãos responsáveis e a produção em massa já está acontecendo nos laboratórios da Ceplac baiana.


O biofungicida foi desenvolvido por biólogos e engenheiros agrônomos a partir de um fungo chamado Tricoderma. Por ser um produto natural, não agride a saúde dos trabalhadores nem ao meio ambiente. O bolso do produtor também não sofrerá agressões, pois com a produção em massa que está sendo realizada, o produto será distribuído com um preço consideravelmente menor do que os preços dos agrotóxicos com os quais os produtores de cacau estão acostumados.


Quando misturado com água e pulverizado na plantação, o biofungicida inibe a capacidade de reprodução do fungo da doença. Segundo o gerente da Ceplac no Espírito Santo, Paulo Siqueira, “o fungo da vassoura-de-bruxa, para se reproduzir, precisa de umidade, por isso o Tricovab age direto no solo, que é a parte mais úmida. Quando aplicado na lavoura, o Tricovab come o fungo da doença, quebrando assim, o ciclo biológico dele”, explica Siqueira.


É recomendável aos produtores de cacau a aplicação anual do Tricovab na lavoura, principalmente nas áreas de maior produção. “Até que o fungo da vassoura-de-bruxa tenha sido completamente exterminado”, conclui Paulo Siqueira.


 


Redação Campo Vivo


por Láyna Arpini

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