Produtores rurais capixabas estão preocupados com as possíveis mudanças no Código Florestal Brasileiro que estão próximas de serem votadas pela Câmara Federal. Um estudo realizado pelo Cedagro revelou que se o código for aplicado, em média, 40% das terras rurais capixabas teriam que se transformar em Áreas de Preservação Permanente (APP’s). A pesquisa não levou em consideração a área de reserva legal que, em alguns casos, ainda somaria mais de 20% de extensão a serem preservadas.
O estudo mostrou também uma enorme variação entre as diferentes regiões do Espírito Santo. Enquanto na região serrana cerca de 50% de sua área agrícola teria que ficar em APP’s, na região de tabuleiros (região norte plana) esse percentual seria de 20%.
“É preciso atualizar a legislação antiga e ultrapassada que possuímos, que data de 1965. Mas não se pode avançar em questões ambientais sacrificando as culturas econômicas tradicionais. Temos que olhar para o futuro, aplicando bom senso, justiça, inteligência, legalidade e alicerce técnico e científico. Responsabilizar e criminalizar sem análise criteriosa, desconstrói e atrasa o alcance de objetivos comuns à sociedade”, comenta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Espírito Santo (Faes), Júlio Rocha.
Marcelle Desteffani

